Resultados da pesquisa

Coronavírus: 10 mitos sobre prevenção e tratamento

O novo coronavírus (que agora recebeu o nome de covid-19) acabou de ser descoberto e já criaram dezenas de fake news sobre ele. Uma matéria da Revista Saúde traz uma lista de boatos que estão se disseminando pelas redes sociais e WhatsApp. Confira na íntegra: 1) Tomar uma superdose de vitamina D evita o coronavírus Uma mensagem assinada por um médico diz que a Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI) indica um reforço na imunidade para prevenir essa doença. Para isso, seria preciso injetar uma dose alta de vitamina D, que teria o poder de modular as defesas do corpo. Só que a notícia é completamente falsa. A SBI emitiu um comunicado afirmando que jamais fez tal recomendação. “Tomar uma vitamina não vai mudar sua resposta a um agente estranho”, comenta Nancy Bellei, infectologista consultora da entidade e pesquisadora da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). Um estudo bem robusto, realizado em 2019 com mais de 5 mil adultos, mostra que mesmo uma dose enorme, de 100 mil UI de vitamina D, não previne infecções respiratórias, como o coronavírus. A pesquisa foi feita pela Universidade Harvard, nos Estados Unidos, e publicada no periódico Clinical Infectious Diseases. Isso vale também para suplementos de vitamina C e minerais como zinco. A suplementação só deve entrar em cena com orientação profissional e em caso de deficiência de nutrientes comprovada. Manter uma alimentação equilibrada ao longo da vida é a única recomendação nutricional dos médicos para reforçar as defesas. “Vender qualquer boost de imunidade beira o charlatanismo”, destaca João Prats, infectologista da BP – A Beneficência Portuguesa de São Paulo. 2) Chá de erva-doce mata o vírus originário da China Esse é um boato reaproveitado há pelo menos dez anos. Verdade que, até então, essa fake news se restringia ao vírus influenza, causador da gripe. No WhatsApp, o texto alega que um médico do Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo recomenda tomar o chá de erva-doce para curar o coronavírus, porque a planta tem o mesmo princípio ativo do Tamiflu, um remédio usado contra casos de H1N1 e outros subtipos do influenza. Mas atenção: tal composto não existe na erva-doce. Aliás, o Ministério da Saúde ressalta que nenhum chá é capaz de tratar o coronavírus ou a gripe. 3) Alho, gengibre e outros fitoterápicos como forma de prevenção Ainda na seara alimentar, as correntes recomendam comer alho cru e tomar chá de gengibre, entre outras bebidas e alimentos, para reforçar a imunidade e matar o vírus. “Embora moléculas dessas plantas demonstrem resultados positivos quando se estuda a ação delas em uma célula isolada no laboratório, não dá para extrapolar esse efeito para o corpo humano”, comenta Prat. Isso não significa que comer um vegetal rico em nutrientes, como o alho ou mesmo o gengibre, fará mal. Na verdade, eles até podem aliviar sintomas como coriza e irritação nas vias aéreas. Só não espere que, isoladamente, previnam ou curem um caso de coronavírus ou de qualquer outra infecção respiratória. 4) Já ter pego gripe protege contra o coronavírus O influenza é diferente do coronavírus. Quando somos infectados por um subtipo do vírus da gripe, nosso organismo aprende a se defender especificamente contra ele, em um processo chamado de resposta imune adquirida. O raciocínio é o mesmo para a vacina da gripe. O fato de ter recebido essa injeção não quer dizer que o organismo está mais resguardado do coronavírus. E nem contra o próprio influenza daqui um ano. Isso porque esse agente infeccioso sofre mutações constantes, que exigem modificações na vacina. Agora, imunizar-se contra gripe pode evitar que o coronavírus cause complicações. Explica-se: esse novo vírus pode se aproveitar do fato de o organismo estar enfraquecido pelo influenza para provocar estragos graves. 5) O coronavírus é semelhante ao vírus da aids Uma montagem mostra porções iguais do DNA de dois vírus lado a lado, supostamente o HIV e o coronavírus. Segundo os autores, são semelhanças “nunca encontradas em outro coronavírus do passado”, o que indicaria que o novo inimigo da saúde foi criado com fins escusos em um laboratório – olha aí o Bill Gates de novo. Mas não há nenhum registro científico dessa similaridade. O periódico The Lancet publicou recentemente um artigo que sequencia os genes do covid-19, mostrando que ele é cerca de 80% similar ao vírus SARS, que causou uma epidemia na década passada. Não há qualquer menção ao HIV. 6) O novo vírus pode ser tratado com remédios para HIV, influenza ou antibióticos Até agora, não existe um tratamento específico contra o coronavírus além de observar e remediar os sintomas e as complicações da infecção. Entretanto, com o avanço dos casos, os médicos estão fazendo testes com medicamentos originalmente criados para enfrentar outras enfermidades. Na China, médicos vêm receitando o lopinavir e o ritonavir, antirretrovirais que tratam o HIV, combinados com o oseltamivir, o princípio ativo do Tamiflu, que é prescrito em gripes severas. A CNN noticiou também que um médico tailandês declarou ter curado um caso grave de coronavírus com a mistura. A estratégia, entretanto, carece de comprovação científica. “Faltam evidências clínicas da eficácia contra o covid-19. Também precisamos compreender o mecanismo pelo qual atuariam esses medicamentos”, destaca Prats. 7) Carregar bolsas de cânfora afasta o coronavírus “Uma boa dica, meus queridos amigos: bolsinhas medicinais de cânfora ajudam a evitar a propagação da gripe coronavírus”, afirma uma mensagem espalhada pelos grupos de WhatsApp. Primeiro, vale dizer que a infecção provocada pelo coronavírus não é uma gripe, o que já levanta suspeitas. E a cânfora, embora empregada há séculos como tratamento alternativo, não tem nenhuma ação antiviral atestada por estudos. “É uma planta famosa por ser descongestionante e analgésica. Ela até atenua os sintomas de gripe e resfriado, mas não reduz o risco de infecção nem evita casos graves”, pontua Prats. 8) Lavar nariz com frequência evita o coronavírus A higienização frequente das narinas é a melhor maneira de desentupir o nariz, além de amenizar os sintomas da rinite. Só que seus benefícios param por aí, uma vez que

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Coronavírus: o que sabemos e o que esperar da nova infecção respiratória

Especialistas explicam o que é o novo coronavírus, originário de Wuhan (China), quais seus sintomas e o risco de ele ser transmitido no Brasil. Matéria da Revista Saúde traz informações completas. Confira na íntegra: Um novo vírus que ataca o sistema respiratório e se espalhou a partir da região de Wuhan, na China, foi classificado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como emergência internacional. Ele pertence à família dos coronavírus, um grupo que reúne desde agentes infecciosos que provocam sintomas de resfriado até outros com manifestações mais graves, como os causadores da Sars (sigla em inglês para Síndrome Respiratória Aguda Grave) e da Mers (Síndrome Respiratória do Oriente Médio). “Falamos de uma ampla família de vírus, que acometem praticamente todas as espécies, de répteis a mamíferos”, contextualiza o infectologista Celso Granato, do Fleury Medicina e Saúde. De acordo com as investigações ainda em andamento, o novo coronavírus, que infectou mais de 8 mil pessoas e matou pelo menos 170 até o momento, pode ter origem em serpentes ou morcegos — inclusive se especula que a ingestão de um desses animais teria originado o surto. Apesar de um estudo chinês ter encontrado uma relação do novo coronavírus com cobras, não existe consenso entre os cientistas sobre a origem da doença. Muitos apostam que outro animal possa estar envolvido com o início do problema na China. O fato é que coronavírus diferentes podem sofrer mutações e se recombinar, dando origem a agentes inéditos. Pulando entre espécies animais (os hospedeiros), eles eventualmente chegam aos seres humanos. “É um processo que tem semelhanças com o que acontece na gripe. Na gripe suína, um porco pegou o vírus de aves e, na recombinação de vírus diferentes dentro do animal, surgiu um H1N1 que conseguiu passar para os seres humanos“, explica Granato. Tudo leva a crer que o novo coronavírus tenha sido originalmente transmitido para o ser humano de um animal e ainda em esteja em processo de evolução e adaptação. “Embora a transmissão de uma pessoa para outra já tenha sido detectada, até agora não está clara a importância da transmissão interhumana”, diz a infectologista Lígia Pierrotti, do laboratório Delboni Auriemo. Seguindo o padrão dos coronavírus e a perspectiva de o agente aperfeiçoar sua propagação entre os humanos, existem algumas vias principais de transmissão. De acordo com o pneumologista Elie Fiss, professor titular da Faculdade de Medicina do ABC, os coronavírus normalmente são transmitidos pelo ar, por meio de tosse ou espirro, contato pessoal próximo ou com objetos e superfícies contaminadas. O que o novo coronavírus faz e quais seus sintomas? Pesquisadores e autoridades de saúde estão mobilizados em entender melhor o comportamento desse agente infeccioso e evitar sua disseminação geral. Além do alerta da OMS, o Brasil e outras nações deram início a um plano de vigilância e contenção de casos suspeitos — por ora não há episódios confirmados por aqui. Mas falamos de um vírus perigoso? O número de vítimas na China fez soar o alerta, sobretudo para o risco de pneumonia e insuficiência respiratória em pessoas mais velhas e que já tenham outras doenças. “O novo coronavírus causa, em geral, sintomas respiratórios mais leves que os da Sars e da Mers e os sinais clínicos mais referidos são febre e tosse. Até o momento, a letalidade também é menor que a associada a Sars e Mers“, relata Lígia. Um estudo com uma família infectada pelo novo coronavírus sugere que é possível que ele permaneça no corpo sem manifestar sintomas. Isso dificultaria o controle, uma vez que esse agente infeccioso poderia ser transmitido por pessoas aparentemente saudáveis. O professor Elie Fiss conta que a Sars é uma condição causada por um coronavírus diferente cujos primeiros relatos surgiram também na China em 2002. “Ela se disseminou rapidamente por mais de 12 países na América do Norte, América do Sul, Europa e Ásia, infectando mais de 8 mil pessoas e causando em torno de 800 mortes antes de a epidemia ser controlada em 2003”, lembra o pneumologista. Em 2012, por sua vez, outro coronavírus espalhou o terror na Ásia. Esse foi identificado inicialmente na Arábia Saudita e se alastrou pelo Oriente Médio, afetando pessoas que circularam pela região. Provocava um colapso respiratório e ganhou o noticiário com a sigla Mers. Tanto o vírus da Sars quanto o da Mers parecem mais mortais que o novo coronavírus de Wuhan. Segundo Lígia, a letalidade chega a 10% dos casos na Sars e a 40% nos episódios de Mers. De acordo com Fiss, a maioria dos óbitos ligados ao atual coronavírus têm acontecido em indivíduos que já possuíam doenças associadas. A atenção da OMS e das autoridades não é em vão. Celso Granato explica que possivelmente o vírus ainda se encontra em processo de mutação e nosso organismo não tem mecanismos de defesa para combatê-lo adequadamente. Na ausência de uma vacina ou de um tratamento específico, o melhor conselho é evitá-lo mesmo. Como se proteger? Para os brasileiros, cabe frisar: a maioria dos casos da doença tem relação direta com os territórios chineses acometidos, que inclusive já foram isolados. Alemanha, Japão e Vietnã foram as primeiras nações além da China a apresentar casos autóctones — ou seja, transmitidos dentro dos próprios países. Por aqui, um episódio suspeito em Belo Horizonte já foi investigado e o veredicto é que não se tratava do problema. Outros casos seguem em investigação pelo Ministério da Saúde. “Pessoas que apresentam sintomas respiratórios e não tenham passagem por essas áreas de circulação do vírus nem contato com casos suspeitos ou confirmados não precisam se preocupar”, tranquiliza Lígia. A primeira medida de prevenção é evitar viajar a Wuhan e região, bem como a cidades que possam vir a alojar surtos. Se inevitável, os médicos Elie Fiss e Celso Granato aconselham algumas medidas básicas de proteção, que inclusive se aplicam a outros agentes infecciosos transmitidos pelo ar e por gotículas de saliva: Evite aglomerações e contato próximo com outras pessoas Cubra o nariz e a boca com lenço descartável ao tossir ou espirrar (e descarte o material

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Manteiga de coco e outras tendências em alimentação para 2020

Se você acha que “tudo está virando manteiga“, não está enganado. Aqui no Brasil já vemos opções variadas à tradicional manteiga que conhecemos desde criança, feita com leite de vaca. São as variações de origem vegetal, tendência na alimentação, que estão chegando ao mercado: manteiga de sementes (girassol, abóbora e damasco), amêndoas e coco, por exemplo. É só dar um Google. A indústria alimentícia está se reinventando para acompanhar os consumidores cada vez mais exigentes e que não estão mais satisfeitos com opções restritas nas prateleiras. Quer saber quais são as outras fortes tendências no setor de alimentos em 2020? Confira: O poder da farinha Uma variedade de farinhas interessantes está entrando no mercado. O ano de 2020 trará farinhas de frutas e vegetais, como banana e farinha de couve-flor a granel. Os bens de consumo embalados (batatas fritas, salgadinhos e doces) estão entrando nessa tendência e começam a substituir as farinhas tradicionais pela farinha de “tigernut” – conhecida como chufa, uma raiz vegetal consumida há quatro mil anos. Pratos prontos A vida não está diminuindo a velocidade, mas os lanches vão mais do que acompanhar isso. Já se foram os dias em que as únicas opções eram barras de cereais. A seção refrigerada dos supermercados está cada vez mais repleta de lanches saudáveis e frescos, tipicamente preparados e repartidos com antecedência em casa: ovos cozidos com coberturas salgadas, legumes em conserva, sopas para beber e molhos de todos os tipos – todos com porções perfeitas, embalagem simples e convenientes. Até as barras nutricionais passaram das prateleiras para o refrigerador, graças à adição de frutas e vegetais frescos. À base de plantas Os mexidos de tofu podem sempre ter um lugar na mesa do café da manhã vegano, mas as marcas mais modernas estão desacelerando o uso da soja, que tradicionalmente domina o espaço de proteínas na dieta à base de plantas. Alguns dos produtos que anunciam “sem soja” no próximo ano substituirão o ingrediente por misturas inovadoras (como grãos e feijão mungo) para imitar as texturas cremosas de iogurtes e outros produtos lácteos. No corredor do suplemento, as marcas estão trocando soja por feijão mungo, cânhamo, abóbora, abacate, semente de melancia e clorela dourada, mantendo as texturas suaves nos pós de proteína vegana e trazendo um espectro de aminoácidos à base de plantas para a mesa. À medida que o movimento à base de plantas ganha força, as marcas procuram evitar os ingredientes alergênicos. Tudo vira manteiga Já viu nozes e sementes virarem manteiga? É provável que isso aconteça em 2020. Pense em manteigas além do tahini – como manteiga de semente de melancia – e produtos sazonais como manteiga de abóbora. Manteigas de nozes, de castanha de caju, de amêndoa, amendoim, macadâmia e até grão de bico (não, não é um novo nome para homus). Muitas marcas buscam eliminar o uso de óleo de palma ou promover uma certificação de óleo de palma de origem responsável e usar castanhas cultivadas com menos impacto ambiental. Repensando o menu infantil A julgar pelo número de competições infantis de culinária e panificação na TV, as crianças estão mais preparadas para a cozinha do que nunca. Até 2026, 80% dos millennials terão filhos, e muitos pais estão apresentando seus filhos a alimentos mais aventureiros – com ótimos resultados. As marcas de alimentos estão percebendo a próxima geração – possivelmente os primeiros verdadeiros “foodies” – expandindo o menu para itens como nuggets de frango orgânicos, palitos de peixe sem sal à milanesa e massas coloridas em formas divertidas feitas a partir de farinhas alternativas. Açúcares não tão simples Para aqueles que buscam doçura fora dos suspeitos de costume, como açúcar, estévia e mel, há muito mais a escolher, seja para cozinhar, assar ou misturar no chá ou café. As reduções de xarope de fontes de frutas, como frutas de monge, romãs, coco e tâmaras, são uma maneira de adicionar sabores únicos e concentrados em receitas de sobremesas, carne e marinadas. Xaropes doces feitos de amidos como sorgo e batata doce podem ser comparados aos sabores profundos de melaço ou mel e podem ser usados para assar pratos e adoçar bebidas. Agricultura regenerativa Agricultores, produtores, acadêmicos, agências governamentais e varejistas estão analisando de perto como usar as práticas de manejo da terra e dos animais para melhorar a saúde do solo e sequestrar carbono. Embora o termo “agricultura regenerativa” possa ter muitas definições, em geral descreve práticas agrícolas e de pastoreio que restauram o solo degradado, melhoram a biodiversidade e aumentam a captura de carbono para criar benefícios ambientais duradouros, como impactar positivamente as mudanças climáticas. O consumidor pode ajudar esse movimento procurando marcas que apoiam práticas regenerativas. Alimentos da África Ocidental Os sabores tradicionais da África Ocidental estão surgindo em todos os lugares em alimentos e bebidas. O trio de tomates, cebolas e malaguetas forma a base de muitos pratos da região e amendoim, gengibre e erva-cidreira são adições comuns. As 16 nações da África Ocidental compartilham alimentos semelhantes, mas cada uma tem suas próprias especialidades baseadas em influências sutis do Oriente Médio e Europa Ocidental. As marcas estão buscando na África Ocidental seus superalimentos, como moringa e tamarindo, e cereais ainda pouco conhecidos, como sorgo, fonio (variante do painço), teff (um grão vindo da Etiópia) e milheto. Misturas de carne e plantas Os açougueiros não serão deixados de lado e a mania “à base de plantas” não vai tornar todo mundo vegetariano em 2020. Mas as marcas e os chefs estão aderindo à tendência de tornar o icônico hambúrguer “melhor para os clientes e para o planeta”, misturando pelo menos 25% de cogumelos frescos à iguaria. Grandes marcas estão vendo se os consumidores que comem carne trocam um hambúrguer de carne tradicional por um com 30% de ingredientes vegetais, divulgando benefícios como menos gordura e colesterol, quando comparado ao hambúrguer de carne moída comum. Os consumidores podem esperar mais produtos misturados no futuro. Bebidas zero álcool Opções não alcoólicas estão surgindo em todos os lugares, desde menus nos bares mais aclamados do mundo

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Síndrome de burnout foi o assunto mais procurado em 2019

Aqui no blog constatamos o quão importante é abordar temas ligados à saúde mental. Posts sobre “esgotamento profissional”, a Sindrome de Burnout, foram os mais acessados em 2019. Em 2019, trabalhamos para fazer deste blog um centro de conteúdo relevante para o profissional de Recursos Humanos e Gestor de Pessoas. Entre tantos assuntos abordados aqui, desde os mais atuais – como eSocial, Programa Verde Amarelo, Gestão, eventos – ressaltamos sempre os ligados à saúde. Como diz o ditado popular “tendo saúde o resto a gente corre atrás”. Uma pessoa doente, além de perder em qualidade vida, não consegue estar 100% no trabalho. Afinal, como uma pessoa pode dar o seu melhor se não está bem? É por isso que muitas empresas estão procurando entender o perfil da saúde do seu público interno, investindo em opções modernas como um aplicativo corporativo. Veja como a Nocta pode ajudar sua empresa com soluções inovadoras em Gestão de Risco e Saúde. É fato: os profissionais brasileiros são os mais estressados do mundo (pesquisa). A alta carga de trabalho e a falta de reconhecimento estão entre as principais reclamações dos profissionais. Diante deste cenário, a busca por informações sobre “esgotamento profissional”, a Sindrome de Burnout, é grande. Constatamos isso aqui no blog em 2019. O que é síndrome de burnout (esgotamento profissional)? Os profissionais da área de Recursos Humanos, assim como da educação, saúde, assistência social, agentes penitenciários, bombeiros, policiais e mulheres que enfrentam dupla jornada correm risco maior de desenvolver o transtorno. Saiba como identificar, tratar e as principais dúvidas sobre o tema. Teste: será que você está com a síndrome de burnout? A revista Saúde lançou um teste para descobrir se você sofre ou está prestes a sofrer com o transtorno de cansaço extremo associado ao trabalho. 20 termos em inglês que todo profissional de RH deve conhecer Muitos profissionais de RH têm dúvidas sobre o significado de alguns termos em inglês que se tornaram comuns no ambiente corporativo. Selecionamos os principais, aqueles que você não pode “ficar boiando”. 3 vídeos que todo RH deveria compartilhar com seus colaboradores Uma seleção de vídeos com mensagens que contribuem para manter um ambiente de trabalho saudável. Um dos desafios do Gestor de Pessoas e RH é trabalhar a comunicação interna da empresa, uma área que preponderantemente fica sob responsabilidade desses profissionais. O segredo da Avon, Nivea e O Boticário para manter os funcionários mais felizes O Grupo Boticário, Avon e Nivea, nesta respectiva ordem, são as empresas de beleza com maior índice de felicidade entre seus colaboradores. O que será que elas fazem para manter os funcionários felizes? Janeiro Branco Vale lembrar que este mês acontece a Campanha Janeiro Branco, que tem como objetivo chamar atenção para a saúde mental e promover conhecimento e compreensão sobre temas como depressão, ansiedade e fobias. Disponibilizamos o material oficial da campanha para download. Acesse o post: https://www.nocta.com.br/blog/2020/01/15/janeiro-branco-precisamos-falar-sobre-saude-mental/ Fonte: Redação blog Nocta

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vacina febre amarela

Urgente: Ministério da Saúde faz alerta sobre febre amarela

O Ministério da Saúde alerta quem ainda não se vacinou contra a febre amarela a buscar a imunização contra a doença. O alerta é dirigido especialmente à população das regiões Sul e Sudeste, que estão no centro da atenção dos especialistas depois que 38 macacos contaminados morreram nos estados do Paraná, de Santa Catarina e São Paulo. Ao todo, 1.087 notificações de mortes suspeitas de macacos foram registradas no país. Os dados são do boletim epidemiológico divulgado nesta quarta-feira (15) pelo Ministério da Saúde, que apresenta o monitoramento da doença de julho de 2019 a 8 de janeiro deste ano. O alerta se dá porque o Sul e o Sudeste são regiões de grande contingente populacional e baixo número de pessoas vacinadas, o que contribui diretamente para os casos da doença. O público-alvo para vacinação inclui desde crianças a partir de 9 meses de vida até pessoas com 59 anos de idade que não tenham comprovante de vacinação. Neste ano, as crianças passam a receber um reforço da vacinação aos 4 anos de idade. Casos em investigação No mesmo período, foram notificados 327 casos suspeitos de febre amarela em humanos. Destes, 50 permanecem em investigação, e um foi confirmado. A vítima, residente do estado do Pará, faleceu. Atualmente, o Brasil tem registros apenas de febre amarela silvestre, ou seja, transmitida por mosquitos que vivem no campo e em florestas. Os últimos casos de febre amarela urbana (transmitida pelo mosquito Aedes aegyptii) foram registrados em 1942, no Acre. Monitoramento Segundo o Ministério da Saúde, o vírus da febre amarela se mantém naturalmente em um ciclo silvestre de transmissão, que envolve macacos e mosquitos silvestres. A pasta realiza um monitoramento para antecipar a ocorrência da doença e, dessa forma, intervir para evitar casos humanos, por meio de vacinação. Além disso, atua de forma a evitar a transmissão por mosquitos urbanos, com o controle de vetores nas cidades. O macaco, principal hospedeiro e vítima da febre amarela, funciona como sentinela, indicando se o vírus está presente em determinada região. Vacina contra febre amarela A vacina contra a febre amarela está no Calendário Nacional de Vacinação e é distribuída mensalmente aos estados. No ano passado, mais de 16 milhões de doses da vacina foram distribuídas para todo o país. De acordo com Ministério da Saúde, apesar dessa disponibilidade, é baixa a procura da vacina pela população. Para este ano, a pasta já adquiriu 71 milhões de doses da vacina, o suficiente para atender o país por mais de três anos. Está prevista para 2020 a ampliação gradativa da vacinação contra febre amarela para 1.101 municípios dos estados do Nordeste que ainda não faziam parte da área de recomendação de vacinação. Dessa forma, todo o país passa a contar com a vacina contra a febre amarela na rotina dos serviços. Fonte: Agência Brasil Fotografia: Tomaz Silva/Agência Brasil

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Estudo: como anda a saúde bucal dos brasileiros

O Ministério da Saúde está conduzindo um estudo epidemiológico para saber como anda a saúde bucal da população brasileira. A pesquisa de âmbito nacional vai examinar aproximadamente 30 mil pessoas em suas casas para levantar os principais problemas na saúde bucal. Esse estudo epidemiológico é realizado a cada 10 anos e a execução da edição de 2020 será feita pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Você pode contribuir com sugestões para a pesquisa Termina nesta sexta-feira (17/01/2020) o prazo para o envio de contribuições à consulta pública do Ministério da Saúde sobre a saúde bucal dos brasileiros. A consulta visa receber sugestões sobre a metodologia a ser aplicada na nova edição da pesquisa SB Brasil 2020, que trata de saúde bucal. Acesse AQUI o formulário. Histórico O SB Brasil 2020 está em sua quinta edição e visa levantar informações para qualificar o planejamento de políticas e programas de promoção, prevenção e assistência em saúde bucal. Também será uma importante ferramenta para analisar as condições atuais de saúde bucal da população brasileira, após 14 anos do lançamento da Política Nacional de Saúde Bucal – Programa Brasil Sorridente, segundo o ministério. Você sabia? Um plano odontológico pode custar menos que uma semana do seu cafezinho. Em nossas pesquisas, encontramos planos a partir de R$ 15,00 por mês. Não espere a dor de dente! Saiba mais. Os quatro levantamentos nacionais, realizados em 1986, 1996, 2003 e 2010, contribuíram para construção da série histórica e da base de dados do perfil epidemiológico de saúde bucal da população brasileira, segundo a pasta da saúde. O levantamento será feito em todas capitais do país, no Distrito Federal e em cinco municípios do interior das regiões do Brasil. Segundo o ministério, com o estudo deste ano, será possível qualificar o programa Brasil Sorridente, permitindo verificar tendências, planejar e avaliar os serviços de saúde no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS). Fontes: Redação blog Nocta; Agência Brasil

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Teste: será que você está com a síndrome de burnout?

  A revista Saúde lançou um teste para descobrir se você sofre ou está prestes a sofrer com o transtorno de cansaço extremo associado ao trabalho. Sindrome de burnout A síndrome de burnout é um distúrbio psíquico caracterizado pelo estado de tensão emocional e estresse provocados por condições de trabalho desgastantes. Foi descrito em 1974 por Freudenberger, um médico americano. Leia mais sobre O que é Sindrome de Burnout (esgotamento profissional)? Quer saber se você está sob risco de desenvolver o burnout? Inicie o teste abaixo!   Como funciona: atribua a nota 1 se a frase se aplica raramente à sua vida, 2 se acontece às vezes ou 3 se ocorre frequentemente. Ao final das 12 etapas, faça a soma e confira o resultado logo a sequência. Frases Minha rotina tem mais custos do que benefícios Mesmo quando estou de férias, me sinto cansado e desmotivado Tenho pouco controle sobre o ritmo e o cronograma do meu trabalho Sinto-me sobrecarregado mesmo quando não estou trabalhando Tenho faltado ao trabalho porque me sinto doente Considero meu desempenho profissional insatisfatório Tenho me isolado de meus amigos e familiares Executo tarefas incompatíveis com meus valores Sou responsável por projetos sem ter recursos para executá-los Uso medicamentos e/ou bebidas alcoólicas para relaxar Minha vida sexual se tornou mais uma tarefa a cumprir Sinto que estou em um beco sem saída   Resultados Até 14 pontos: Parabéns! Você é do tipo que sabe delegar responsabilidades, estabelecer metas realistas e recusar exigências absurdas. Continue assim. Sua saúde mental agradece. De 15 a 26 pontos: Atenção! O burnout está virando a esquina. Que tal reavaliar suas expectativas? Se o custo é mais alto que o benefício, o esgotamento é uma questão de tempo. Acima de 26 pontos: Cuidado! Você está a um passo do burnout. Procure conversar a respeito com colegas ou familiares. Se o estresse ocupacional chegou a níveis intensos, não postergue uma visita ao médico.   Recado importante: esse teste não substitui de maneira alguma a avaliação o profissional da saúde. Procure um médico ou um psicólogo se sentir qualquer incômodo ou abalo no bem-estar para fazer o diagnóstico precoce e iniciar o tratamento quanto antes. Fonte: Ana Maria Rossi, psicóloga e presidente da International Stress Management Association no Brasil (Isma-BR)   Você pode gostar de ler: Os benefícios da atividade física para o desenvolvimento no trabalho   Fonte: Revista Saúde Imagem: Freepik  

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O que é síndrome de burnout (esgotamento profissional)?

  A síndrome de burnout é um distúrbio psíquico caracterizado pelo estado de tensão emocional e estresse provocados por condições de trabalho desgastantes. Foi descrito em 1974 por Freudenberger, um médico americano. De acordo com o site do Dr. Drauzio Varella, os profissionais da área de Recursos Humanos, assim como  da educação, saúde, assistência social, agentes penitenciários, bombeiros, policiais e mulheres que enfrentam dupla jornada correm risco maior de desenvolver o transtorno. Como identificar O esgotamento físico e emocional são sintomas da síndrome e causam um efeito negativo no comportamento, como: Ausências no trabalho; Agressividade; Isolamento; Mudanças bruscas de humor; Irritabilidade; Dificuldade de concentração; Lapsos de memória; Ansiedade; Depressão; Pessimismo; Baixa autoestima.   Dor de cabeça, enxaqueca, cansaço, sudorese, palpitação, pressão alta, dores musculares, insônia, crises de asma, distúrbios gastrintestinais são manifestações físicas que podem estar associadas à síndrome. Teste: será que você está com a síndrome de burnout? A Revista Saúde lançou um teste para descobrir se você sofre ou está prestes a sofrer com o transtorno de cansaço extremo associado ao trabalho. Acesse AQUI ou clique na imagem. Tratamento A principal recomendação é procurar atendimento médico ou psicoterápico. O tratamento da síndrome de burnout inclui o uso de antidepressivos e psicoterapia. Atividade física regular e exercícios de relaxamento também são altamente recomendados para ajudar a controlar os sintomas. Dúvidas Portadores de burnout têm direito a licença médica? Sim. Pela legislação atual, portadores de burnout têm esse direito e, em casos considerados graves, até à aposentadoria por invalidez. Quando desconfiar que uma pessoa está passando por problemas de esgotamento profissional? Geralmente conseguimos notar quando uma pessoa está estressada além da conta no trabalho. Repare se há exagero no uso de estimulantes, como café, refrigerante e cigarro para permanecer alerta. O uso de álcool como forma de relaxamento também pode aumentar, e quem convive com o paciente muitas vezes é capaz de perceber a mudança no consumo. Como a empresa pode ajudar Estimulando seus colaboradores a cuidarem da saúde física e mental, além de promover momentos de lazer, visando a manutenção de um bom clima organizacional. Se você busca por empresas que trabalham com Programas de Qualidade de Vida (PQV), existem consultorias especializadas em gestão de risco que traçam ações de prevenção de acordo com indicadores de saúde da empresa (dados do plano de saúde, saúde dos funcionários, uso de medicamentos, exames, aplicativos de saúde, entre outros). Hoje já existem aplicativos que ajudam as pessoas a adquirirem hábitos mais saudáveis. Uma novidade para quem trabalha com Gestão de Pessoas é o aplicativo de saúde específico para os colaboradores, o Nocta Bem-Estar, com monitoramento da saúde, desafios gamificados e ações preventivas, integrado a uma plataforma onde o gestor acompanha tudo – junto a outros indicadores de saúde. Você pode gostar de ler também: Já ouviu falar em Employee Experience? Fontes: Redação blog Nocta; Dr. Drauzio Varella

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bem-estar funcionários

Saiba a razão para manter o bem-estar de seus funcionários

Esta matéria da Revista Pequenas Empresas & Grandes Negócios trata das soluções para uma preocupação crescente dentro das corporações: a queda na produtividade. Sabemos que uma pessoa feliz produz melhor. Os especialistas entrevistados pela publicação mostram as razões para se investir no bem-estar dos colaboradores. Confira na íntegra. Saiba a razão para manter o bem-estar de seus funcionários   Cuidar do bem-estar do funcionário é tão estratégico quanto desenvolver um produto ou serviço, administrar a saúde financeira da empresa ou pensar no plano de crescimento. Promover a saúde física, mental e emocional do colaborador traz benefícios tangíveis — como a diminuição no número de faltas e o aumento da retenção dos talentos — e intangíveis, como o brilho nos olhos e o entusiasmo de quem trabalha feliz. “Empresas com funcionários satisfeitos são mais propensas a ter sucesso. Quando são valorizados, eles se sentem parte importante da organização. Se a empresa tem um programa de bem-estar, os funcionários sabem que são valorizados”, afirma o americano Steven Aldana, um dos maiores especialistas em saúde e bem-estar no local de trabalho. Durante seus mais de 20 anos na academia, Aldana, que foi professor de medicina de estilo de vida na Brigham Young University, escreveu 75 artigos científicos e sete livros sobre gestão de riscos à saúde, vida saudável e programas de promoção do bem-estar que, juntos, venderam mais de 1 milhão de exemplares. Hoje ele é CEO da WellSteps, consultoria de programas de bem-estar com clientes como a Nasa e a empresa de energia BP. Em entrevista à PEGN, ele recomenda que as empresas de pequeno e médio porte tenham em sua estrutura um defensor do bem-estar, alguém interessado em ajudar os outros a se sentir bem. “Sem uma boa liderança para ajudar a administrar o bem-estar, o programa terá dificuldades”, alerta. Na era em que o nome do jogo é o aumento da produtividade, as empresas precisam se voltar para esse tema para evitar danos relacionados à adoção crescente de novas tecnologias, ao aumento da carga horária e também à demanda interminável de contar com o colaborador sempre por perto — mesmo quando está fisicamente longe. É cada dia mais comum ver funcionários reclamando de chefes que os abordam à noite, em feriados e fins de semana. No curto prazo, isso é contornado. No médio e no longo prazo, no entanto, os efeitos colaterais passam a incomodar. Relacionamentos frios, pressões crescentes, aumento de estresse, vida desequilibrada. Isso tudo faz florescer males médicos (como dor no pescoço e nas costas e doenças do coração), psicológicos (como ansiedade, agressividade, apatia, depressão e insônia), comportamentais (como uso abusivo de cigarro e álcool e desordem alimentar) e organizacionais (como faltas, insatisfação com o chefe e colegas e alto índice de turnover). Nos Estados Unidos, a conscientização chegou ao mercado corporativo. “Cerca de 80% das empresas americanas com mais de 200 funcionários demonstram preocupação com o bem-estar dos colaboradores e já fazem algo a respeito”, diz o americano Ron Goetzel, Ph.D., cientista-sênior e diretor do Institute for Health and Productivity Studies (instituto de estudos da saúde e produtividade), da universidade Johns Hopkins Bloomberg School of Public Health, e vice-presidente de consultoria e pesquisa aplicada para o IBM Watson Health — plataforma de serviços cognitivos que usa dados, análises e inteligência artificial para buscar soluções a desafios de saúde. Para Eduardo Maróstica, professor do MBA de Empreendedorismo e Novos Negócios da FGV (Fundação Getulio Vargas), as empresas, geralmente, são negligentes com o colaborador. “Elas acham que pagar o salário é um diferencial, quando é obrigação. Se esquecem de que a maior punição que uma empresa pode ter é perder bons colaboradores. A maior parte dos gestores tem visão míope.” Nas pequenas empresas brasileiras, diz Maróstica, o cenário é ainda pior. Faltam diálogo e empatia com o colaborador. “É preciso ter uma conversa franca”, aconselha o professor. Em sua consultoria, Core Business, ele já palestrou para mais de 1 milhão de pessoas.   Desafios   Implementar programas voltados ao bem-estar do quadro funcional nas pequenas empresas ainda é um desafio, uma vez que faltam orçamento, experiência e tempo. “Nesse caso, é mais recomendado contratar alguém de fora ou destacar algum talento interno para voltar-se integralmente a essa questão que, indiscutivelmente, é vital para os negócios”, explica Goetzel, da Johns Hopkins. Conheça o Nocta Bem-Estar: gestão de risco e saúde para a sua empresa, por meio de aplicativo e plataforma web, promovendo engajamento dos seus colaboradores com o objetivo de analisar métricas de saúde para ações personalizadas e promoção do bem-estar. Cuidar do corpo e da mente das pessoas as faz se sentirem mais satisfeitas com a empresa, com o chefe e com os colegas. “Assim, cria-se uma equipe mais disposta, focada, otimista e pronta para arregaçar as mangas. Largar o emprego ou sabotar o trabalho fica mais difícil”, avalia Goetzel. Eventos únicos disfarçados de programas de promoção de saúde provavelmente falharão, aponta o relatório “Da evidência à prática: bem-estar no local de trabalho que funciona”, conduzido pela Johns Hopkins Bloomberg School of Public Health. É preciso criar um plano estruturado, que tenha como meta cuidar da saúde e do bem-estar dos funcionários. Não basta realizar pesquisas que perguntem aos funcionários sobre riscos modificáveis — hábito de fumar, inatividade física, dieta inadequada ou altos níveis de estresse — e não fazer algo efetivo de curto, médio e longo prazo depois. Muitas vezes, essas pesquisas são associadas a exames de pressão arterial, colesterol e glicose. Fazem muito barulho, causam estresse e acabam sendo deixadas de lado depois de dois meses. A menos que os funcionários recebam as ferramentas e os recursos para realmente mudar — e que sejam monitorados —, de nada vai adiantar fazê-los responder um questionário de 15 minutos. Simplesmente lembrá-los de que é importante cuidar da saúde é parcialmente eficiente. Estudos demonstram que os indivíduos podem não se concentrar nos benefícios de longo prazo de uma determinada ação quando uma recompensa de curto prazo (como fumar, comer uma pizza ou passar horas assistindo à TV) é mais atraente.

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Esta empresa diminuiu em 75% a taxa de lesões no ambiente de trabalho

A revista Exame publicou uma matéria que relata como a melhora na comunicação foi fundamental para diminuir o quadro de afastamentos de funcionários por lesões no ambiente de trabalho. Depois de ler a matéria replicada aqui na íntegra, se aprofunde melhor no tema com o nosso post “os melhores canais para se comunicar com seus funcionários“. O caso da Louis Dreyfus Sucos mostra como a empresa conseguiu diminuir em 75% a taxa de lesões no ambiente de trabalho. Independente da área de atuação da empresa, algumas lições cabem a todos: a importância de ouvir os funcionários; a abertura de canais de comunicação; e entender a melhor forma de comunicar para que a mensagem chegue a todos. As campanhas de saúde e prevenção se tornam funcamentais para uma gestão efetiva visando bem-estar e, como consequência, diminuição de custos. Confira na íntegra. Presente no Brasil há mais de 30 anos, a Louis Dreyfus Sucos é uma das maiores produtoras de laranja e limão-siciliano do mundo. Por aqui, são 25000 hectares de pomares espalhados em 38 fazendas, além de quatro fábricas e um terminal no Porto de Santos. A região em que atua, composta de cidades do interior de São Paulo, Minas Gerais e Paraná, é tão extensa que foi apelidada de cinturão citrícola. A companhia faz parte do conglomerado Louis Dreyfus Company, que, no Brasil, ainda cultiva arroz, açúcar, milho, soja, café e algodão. Com um time que chega a 8000 pessoas durante as colheitas, até pouco tempo a LDC Sucos sofria com problemas relacionados à segurança. Em 2014 o índice de frequência de acidentes da empresa (que mede, em cada 100, quantas lesões com necessidade de atendimento médico ocorreram) era de 2,68%. Já a taxa de severidade das ocorrências (que indica quantos dias foram perdidos por causa de afastamentos) alcançava 21%. “Eram números altos e, embora soubéssemos os motivos, não conseguíamos melhorar. Foi aí que percebemos que eram necessárias algumas mudanças”, diz Paola Giglioti, diretora de recursos humanos da Louis Dreyfus Company. A empresa, então, estruturou um departamento de segurança e contratou um diretor dedicado exclusivamente ao tema. “Era preciso um líder que entendesse além da parte técnica, pois muitos acidentes não eram causados por falta de conhecimento, mas devido ao comportamento humano”, afirma a executiva. A SOLUÇÃO Depois de criar a nova área, um dos primeiros passos da LDC Sucos foi admitir que a comunicação não chegava a todos os funcionários. “O trabalho da gestão anterior não trazia resultados porque não era adaptado à realidade. Por isso, focamos em criar boas relações entre nossos empregados para entender de fato do que eles precisavam”, afirma Vitor Correa, diretor de segurança, saúde e meio ambiente da LDC. Entre as ações para se conectar com a operação está a criação de práticas como o Café com o Gestor, em que mensalmente funcionários se reúnem com líderes nas unidades industriais e portuárias. Em 2018, a iniciativa contou com a participação de 700 trabalhadores. Além disso, a empresa fez com que a diretoria, que fica baseada em São Paulo, visitasse localidades afastadas com mais frequência. “Lá, buscamos falar com todos os funcionários e reforçamos os princípios de segurança”, diz Vitor. Os treinamentos também aumentaram e, só no último ano, foram feitas cerca de 1?600 capacitações com os trabalhadores. Mas, além de focar o lado humano, a LDC Sucos implantou tecnologias e reviu processos. A empresa agora conta com um sistema de gestão em que todos podem tirar dúvidas sobre como executar as tarefas diárias. Outra novidade foi a substituição de papel por tablets durante as visitas de inspeção nas fábricas. “Os problemas são detectados e, no mesmo instante, enviados ao sistema, agilizando a resolução que antes precisava de outros cinco passos”, afirma Paola. O RESULTADO O esforço em ouvir os funcionários tem surtido efeito. Com a abertura de um canal de comunicação com a liderança, os próprios trabalhadores se sentem encorajados a reportar problemas que antes não estavam no radar, além de oferecer formas de solucioná-los. Um exemplo disso é o que ocorria nas fazendas de plantação de laranja, onde buracos de tatus causavam inúmeras ocorrências de torções nos pés de colhedores. “Parece bobo, mas acontecia quase diariamente. Conversando com os empregados, eles sugeriram destacar um membro da equipe para inspecionar o pomar antes das atividades e sinalizar onde os buracos estavam localizados. Hoje, a ocorrência de acidentes desse tipo está quase zerada”, afirma Vitor. Outro exemplo foi a troca de luvas de segurança depois de detectarem, também entre os trabalhadores, que elas não serviam para proteção na colheita de limão, cuja árvore tem grandes espinhos. “Só conversando com os funcionários do campo teríamos insights como esse, que são ajustes simples, mas, quando levados para toda a operação, trazem muito resultado”, afirma Vitor. Atualmente, o índice de frequência de acidentes na Louis Dreyfus Sucos caiu 75% e está em 0,66%. A taxa de severidade também diminuiu drasticamente (cerca de 74%) e hoje é de apenas 5,35%. “Sabemos que, mesmo com os avanços, o trabalho não terminou. Mas aprendemos que a chave para ter sucesso é envolver 100% do time para que eles deem ideias e se sintam parte”, diz Paola, a diretora de RH. Fonte: Exame

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