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máscara de proteção coronavirus

Como fazer uma máscara de proteção

Se você precisa sair de casa, use máscara e siga todas as recomendações para se proteger do novo coronavírus. Aprenda a fazer uma máscara de proteção com a Dra. Ana Escobar. Hoje, 7 de abril, é o Dia Mundial da Saúde. Em meio a tudo que estamos vivendo, no mundo todo, nunca esta data foi tão importante.   O período de quarentena que estamos passando nos permite fazer algumas reflexões sobre o cuidado de cada um com a própria saúde e a saúde do coletivo.   Neste Dia Mundial da Saúde, se estivéssemos em uma situação diferente, este perfil com certeza compartilharia uma mensagem com a ideia central “Cuide de sua saúde”.   E não vamos fazer diferente. Só precisamos nos concentrar na informação mais importante no momento: combater a propagação do Covid-19. O recado principal é: fica em casa. Mas, se precisar sair, siga as recomendações abaixo. Precisa sair de casa? Use a máscara!   Siga a dica da Dra. Ana Escobar para criar a sua própria máscara de proteção. Além do material que ela apresenta no vídeo, você pode utilizar lenços ou qualquer outro tecido a sua disposição. O importante é fazer dobras para ajudar a proteger. ANTES – A orientação inicial era para usar a máscara na presença de algum sintoma, como tosse, para evitar que as gotículas da saliva se espalhassem em superfícies ou em pessoas.   AGORA – Mas, a cada minuto, surgem novas informações. E, com isso, novas diretrizes são recomendadas.   O que se sabe é que pessoas infectadas com o novo coronavírus podem não apresentar sintomas e a transmissão pode ocorrer da mesma forma.   Não se esqueça: – Saia de casa apenas se for necessário. – Mantenha uma distância mínima de 2 metros de qualquer pessoa tossindo ou espirrando. – Evite abraços, beijos e apertos de mão. – Ao chegar em casa, retire o calçado. – Não toque em nada antes de lavar as mãos. – Mantenha o chão da casa limpo com água, sabão e água sanitária. – Limpe objetos que você possa ter tocado ao sair de casa, como chaves, bolsa etc.   Fontes: Redação blog Nocta; Ministério da Saúde Leia também: Teste: saiba se você está com o novo coronavírus    

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Teste: saiba se você está com o novo coronavírus

Site disponibiliza teste relacionado ao novo coronavírus para identificar se você precisa procurar um posto de saúde ou se bastam alguns cuidados na sua própria casa. Além de permitir uma triagem com interação virtual, o site CoronaBr disponibiliza diversas informações sobre o Covid-19, de acordo com o Ministério da Saúde. Fake news Você pode fazer uma denúncia para o canal Disque Saude no WhatsApp (61) 992894640 ou pelo telefone 136. Ligação gratuita. Atenção: é apenas uma análise e não um diagnóstico médico. Clique aqui ou na imagem para acessá-lo:   O que é o Coronavírus A Síndrome Respiratória Aguda Grave (SARS) e a Síndrome Respiratória do Oriente Médio (MERS) são exemplos de infecções por um subtipo de CoV. O coronavírus 2019 (COVID-19) surgiu na China em dezembro de 2019 e é o responsável pela atual pandemia. Como é transmitido A incubação do coronavírus é de 2 a 14 dias, e sua transmissão ocorre principalmente durante os sintomas. O número reprodutivo do coronavírus é 2,75, ou seja, uma pessoa contamina entre 2 e 3 pessoas (enquanto o da gripe comum é 1,3 e o do H1N1 é 1,5); A transmissão ocorre principalmente por via respiratória, pelo ar, através de gotículas e também por contato (pelas gotículas depositadas sobre os objetos e roupas etc). A transmissão também pode acontecer ao cumprimentar alguém muito de perto, seja apertando as mãos, beijando o rosto, abraçando etc. Como prevenir A transmissão do coronavírus ocorre pelo contato com secreções de boca e nariz. Por isso, devemos usar medidas de higiene: Lavar as mãos com água e sabão por pelo menos 20 segundos, com frequência, e quando não for possível, limpar e higienizar as mãos com álcool gel 70%; Ao tossir ou espirrar, cobrir a boca e o nariz com o braço, usando a dobra do cotovelo – nunca utilizar as mãos; Evitar encostar as mãos não lavadas nos olhos, boca ou nariz; Usar lenços descartáveis e jogá-los no lixo logo após o uso.   Quais sintomas Aproximadamente 80% dos casos apresentam sintomas leves, similares a uma gripe, como coriza, febre, tosse. Alguns podem apresentar também congestão nasal, mal estar, dores no corpo, dor de garganta, dor no peito e dificuldade para respirar. Nos casos leves, o tratamento sintomático e repouso são suficientes para a completa recuperação sem sequelas. Entretanto, algumas pessoas podem apresentar sintomas mais graves e necessitar de atendimento médico, internação e cuidados intensivos. Sinais de alerta Febre persistente por mais de 48h; Falta de ar; Esforço para respirar; Pele pálida ou azulada; Náuseas e vômitos; Idade acima de 80 anos; Criança muito sonolenta;   Atenção: pacientes com doenças crônicas como pressão alta, diabetes, doença pulmonar, renal, insuficiência cardíaca, arritmia, transplantados, imunossuprimidos e oncológicos têm maior chance de ter um quadro mais grave. Mantenha o distanciamento social e as medidas de higiene. Se tiver dúvidas ou sintomas diferentes, procure uma avaliação médica, Fonte: Redação blog Nocta; site Coronabr

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Qual é o jeito certo de lavar as mãos?

Veja o passo a passo e aprenda como lavar as mãos para a efetiva limpeza. Aproveite e compartilhe com os colegas de trabalho!           Qual é o jeito certo de lavar a mão?   Neste momento de grande preocupação com o Coronavírus, devemos ficar atentos à prevenção. Primeiro, umedeça as mãos com uma quantidade boa de sabão. Qualquer sabão serve, não precisa ser sabonete especial. Espalhe este sabão primeiro pelas palmas das mãos, de um lado e do outro. Para eliminar as bactérias e os vírus, precisa lavar também um pouco nos punhos, além das costas das mãos. Depois, lave no vão dos dedos. Isso é fundamental. Não esqueça do polegar. Lave as ponta dos dedos para higienizar as unhas. Faça movimentos circulares das pontas dos dedos na palma da outra mão. Enxágue bem. O ideal é enxugar a mão com papel.   Se a torneira não for do tipo automática, que fecha sozinha, use o papel para abri-la ou fechá-la. O mesmo vale para a porta, ao sair do banheiro, para não tocar na maçaneta. Assista também ao vídeo do Dr. Drauzio Varella que demonstra o passo a passo.     Não tem como lavar as mãos? A solução é o álcool.   É fundamental reforçar esse hábito básico de higiene, lavar as mãos com água e sabão, mas, se não for possível, o álcool gel é um substituto para essa higienização. O álcool ainda deve ser utilizado para desinfetar celulares, teclados, cadeiras, maçanetas e outros objetos que sejam de uso coletivo e tocados por várias pessoas com frequência. A indicação é que o produto seja o álcool 70, isto é, que seja composto de 70% de álcool etílico (etanol). De acordo com o Conselho Federal de Química, essa é a quantidade necessária para combater micro-organismos como bactérias, vírus e fungos.   Leia também: Planos de saúde terão que cobrir exame para a detecção do Coronavírus   Fonte: Redação blog Nocta; Dr. Drauzio Varella Imagem: Freepik

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Vacinação contra gripe 2020 começa a partir de 23 de março

A vacinação contra a gripe está dividida em etapas para evitar filas e aglomerações. Nesta primeira fase, a partir de 23 de março, apenas as pessoas com mais de 60 anos e trabalhadores de saúde receberão a vacina. O motivo: estudos mostram que estariam mais suscetíveis às complicações do novo Coronavírus (Covid-19). Mas, atenção: a vacina contra a gripe não evita o ataque do Convid-19. Com o passar dos dias, outros grupos terão acesso às doses. A campanha seguirá até o dia 23 de maio.   Confira o calendário:   A partir de 23 de março: pessoas com mais de 60 anos e trabalhadores da área da saúde. A partir de 16 de abril: professores, profissionais das forças de segurança e salvamento e pacientes com doenças crônicas (hipertensão, diabetes, asma etc). A partir do dia 9 de maio: crianças de seis meses a menores de seis anos (5 anos, 11 meses e 29 dias), pessoas com mais de 55 anos, gestantes, mães no pós-parto (até 45 dias após o parto), população indígena e portadores de condições especiais.   O Dia D acontecerá no 9 de maio. É um sábado onde postos de saúde e vários outros pontos estarão vacinando todo o público-alvo, no Brasil inteiro.   Por que é importante se vacinar contra a gripe (vírus influenza)?   Ao proteger os idosos do vírus influenza estamos impedindo uma sobrecarga do sistema respiratório que agravaria um eventual ataque do novo Coronavírus.   Outro ponto: é uma forma de auxiliar os profissionais de saúde a descartarem as influenzas na triagem e acelerarem o diagnóstico para o Covid-19.   No caso dos trabalhadores de saúde, estes estão mais expostos ao contato com ambos os vírus e podem transmiti-los a pessoas que já estão fragilizadas em ambientes hospitalares.   Vale lembrar ainda que todos os brasileiros, que não têm contraindicação, podem adquirir uma versão da vacina contra a gripe na rede privada.   Fonte: Redação blog Nocta; Ministério da Saúde Imagem: Freepik

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Planos de saúde terão que cobrir exame para a detecção do Coronavírus

O Ministério da Saúde está em constante atualização sobre os casos de Coronavírus (Covid-19) no Brasil. Assim como a imprensa divulga em tempo real as informações sobre esse novo vírus, até para combater as fake news . A preocupação maior é com a disseminação rápida. Diante deste cenário, foram criados padrões para o diagnóstico em hospitais. Para normalizar o atendimento aos usuários de planos de saúde, a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), que é o órgão regulador do setor, se posicionou. A partir de hoje, 13 de março de 2020, oficialmente, o exame foi incluído no Rol de Procedimentos obrigatórios para beneficiários de planos de saúde. Isto significa que o teste será coberto para os beneficiários de planos de saúde com segmentação ambulatorial, hospitalar ou referência e será feito nos casos em que houver indicação médica, de acordo com o protocolo e as diretrizes definidas pelo Ministério da Saúde.   Como agir em caso de suspeita   Em nota, a ANS orienta que o beneficiário não se dirija a hospitais ou outras unidades de saúde sem antes consultar sua operadora de plano de saúde, para informações sobre o local mais adequado para a realização de exame ou para esclarecimento de dúvidas sobre diagnóstico ou tratamento da doença. Considerando que o conhecimento sobre a infecção pelo Coronavírus ainda está em construção, os protocolos e diretrizes podem ser revistos a qualquer tempo, o que poderá alterar a indicação dos casos para realização do exame com cobertura obrigatória. A ANS esclarece que a cobertura do tratamento aos pacientes diagnosticados com o Covid-19 já é assegurada aos beneficiários de planos de saúde, de acordo com a segmentação de seus planos (ambulatorial, hospitalar).     Sobre o exame   O exame incluído no Rol de Procedimentos e Eventos em Saúde da ANS é o “SARS-CoV-2 (CORONAVÍRUS COVID-19) – pesquisa por RT – PCR (com diretriz de utilização). A cobertura é obrigatória quando o paciente se enquadrar na definição de caso suspeito ou provável de doença pelo Coronavírus 2019 (COVID-19) definido pelo Ministério da Saúde. Ressalta-se que o conhecimento da infecção pelo Coronavírus ainda está em processo de consolidação e, à medida que novas evidências forem disponibilizadas, as diretrizes poderão ser revistas, a qualquer tempo, seja por iniciativa da ANS ou por orientação do Ministério da Saúde. Leia também: Coronavírus: 10 mitos sobre prevenção e tratamento Fonte: Redação blog Nocta; ANS Imagem: Freepik

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Até que ponto a empresa é responsável pela saúde dos funcionários?

Imagine este cenário: você chega ao local de trabalho e recebe a notícia que algumas pessoas estão doentes. Qual a sua primeira reação? Saber o motivo, certamente. E, então, ao ouvir as respostas, você percebe que muitas dessas pessoas poderiam não estar doentes, se a empresa tivesse cuidado melhor da saúde de seus funcionários. Cuidar da saúde do público interno, que são os seus funcionários (ou colaboradores como muitas empresas gostam de chamar), é uma questão de sobrevivência para a própria empresa. Afinal, pessoas doentes não trabalham. Chegar a esse entendimento levou anos de história. Hoje, a saúde é uma questão clara para as empresas. O trabalhador passa a maior parte da sua vida dentro do local de trabalho e isso tem impacto profundo em sua saúde física e mental.   Funcionário doente = empresa doente   Já se tornou comum as empresas oferecerem plano de saúde , e o motivo é claro: um funcionário doente, sem qualquer apoio, não produz como deveria e pode ficar ausente por mais tempo no trabalho. Aliás, estes dois fatores, a produtividade e o absenteísmo, foram determinantes para a mudança de olhar no que se refere à saúde e clima organizacional. Mas, sozinho, não é suficiente para garantir o cuidado à saúde. Embora o convênio médico seja um benefício muito conhecido, não é obrigatório para a corporação, de acordo com a legislação trabalhista (CLT). O plano de saúde é concedido de forma voluntária. Neste ponto, é fácil concluir que a saúde do público interno representa a saúde da corporação como um todo.   Como cuidar da saúde interna   Além da oferta do plano de saúde, as empresas estão investindo em programas internos de qualidade de vida. Isto pode ser feito em diversas frentes, com campanhas, parcerias e programas. Uma das ações diretas para o combate a doenças é levar a imunização (vacinação) para dentro da empresa. É muito comum fazer essa mobilização. Existem consultorias, como a Nocta, que são contratadas para fazer a gestão do plano de saúde e oferecem um conjunto de serviços agregados. Outro exemplo, este mais simples, são as dicas de saúde. Aqui mesmo no blog divulgamos muitos materiais de apoio gratuitos para uso do gestor ou profissional de Recursos Humanos. Em empresas mais robustas, o impacto financeiro do custo da saúde é estudado a fundo. Áreas são criadas para dar atenção especial a esses indicadores e o investimento em tecnologia já é uma realidade. Algumas oferecem até aplicativo de saúde para os funcionários, como vamos falar logo abaixo.   O custo da saúde para a empresa   As pessoas menos saudáveis impactam diretamente nos custos das organizações por meio da sinistralidade do plano de saúde (que é a relação custo x receita das operadoras de saúde). Diante desse fato, o plano de saúde pode ser uma faca de dois gumes. Não basta apenas oferecer o benefício. É uma questão de causa e efeito: ao promover conscientização de saúde, com ações e campanhas – como citamos, as pessoas adoecem menos. Mais pessoas saudáveis significa menos uso do plano de saúde. E, se for o caso de uso, educar para que o façam de forma consciente. É neste cenário que a Nocta lançou uma plataforma de gestão de risco, o Nocta Bem-Estar, para as empresas descobrirem como está a saúde da sua população interna. A plataforma cria indicadores de saúde e indicadores financeiros que, combinados, mostram um retrato da carteira. Com este material em mãos, os gestores conseguem tomar decisões para reduzir os custos e direcionar as ações para cuidar da saúde de seus funcionários. Uma das fontes de alimentação da plataforma é o aplicativo, direcionado aos funcionários da empresa. O objetivo é estimular os bons hábitos de saúde. Nele, cada colaborador registra o seu dia a dia, participa de desafios internos com os colegas, recebe dicas e recompensas pelo bom desempenho. Por esse app, é possível fazer integrações com os aplicativos Google Fit e Strava, com dispositivos como Apple Watch, além de softwares da própria empresa. Quer saber mais sobre a plataforma e aplicativo Nocta Bem-Estar? Acesse: Inteligência em Saúde para Economia Financeira.   Fonte: Redação blog Nocta

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Coronavírus: 10 mitos sobre prevenção e tratamento

O novo coronavírus (que agora recebeu o nome de covid-19) acabou de ser descoberto e já criaram dezenas de fake news sobre ele. Uma matéria da Revista Saúde traz uma lista de boatos que estão se disseminando pelas redes sociais e WhatsApp. Confira na íntegra: 1) Tomar uma superdose de vitamina D evita o coronavírus Uma mensagem assinada por um médico diz que a Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI) indica um reforço na imunidade para prevenir essa doença. Para isso, seria preciso injetar uma dose alta de vitamina D, que teria o poder de modular as defesas do corpo. Só que a notícia é completamente falsa. A SBI emitiu um comunicado afirmando que jamais fez tal recomendação. “Tomar uma vitamina não vai mudar sua resposta a um agente estranho”, comenta Nancy Bellei, infectologista consultora da entidade e pesquisadora da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). Um estudo bem robusto, realizado em 2019 com mais de 5 mil adultos, mostra que mesmo uma dose enorme, de 100 mil UI de vitamina D, não previne infecções respiratórias, como o coronavírus. A pesquisa foi feita pela Universidade Harvard, nos Estados Unidos, e publicada no periódico Clinical Infectious Diseases. Isso vale também para suplementos de vitamina C e minerais como zinco. A suplementação só deve entrar em cena com orientação profissional e em caso de deficiência de nutrientes comprovada. Manter uma alimentação equilibrada ao longo da vida é a única recomendação nutricional dos médicos para reforçar as defesas. “Vender qualquer boost de imunidade beira o charlatanismo”, destaca João Prats, infectologista da BP – A Beneficência Portuguesa de São Paulo. 2) Chá de erva-doce mata o vírus originário da China Esse é um boato reaproveitado há pelo menos dez anos. Verdade que, até então, essa fake news se restringia ao vírus influenza, causador da gripe. No WhatsApp, o texto alega que um médico do Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo recomenda tomar o chá de erva-doce para curar o coronavírus, porque a planta tem o mesmo princípio ativo do Tamiflu, um remédio usado contra casos de H1N1 e outros subtipos do influenza. Mas atenção: tal composto não existe na erva-doce. Aliás, o Ministério da Saúde ressalta que nenhum chá é capaz de tratar o coronavírus ou a gripe. 3) Alho, gengibre e outros fitoterápicos como forma de prevenção Ainda na seara alimentar, as correntes recomendam comer alho cru e tomar chá de gengibre, entre outras bebidas e alimentos, para reforçar a imunidade e matar o vírus. “Embora moléculas dessas plantas demonstrem resultados positivos quando se estuda a ação delas em uma célula isolada no laboratório, não dá para extrapolar esse efeito para o corpo humano”, comenta Prat. Isso não significa que comer um vegetal rico em nutrientes, como o alho ou mesmo o gengibre, fará mal. Na verdade, eles até podem aliviar sintomas como coriza e irritação nas vias aéreas. Só não espere que, isoladamente, previnam ou curem um caso de coronavírus ou de qualquer outra infecção respiratória. 4) Já ter pego gripe protege contra o coronavírus O influenza é diferente do coronavírus. Quando somos infectados por um subtipo do vírus da gripe, nosso organismo aprende a se defender especificamente contra ele, em um processo chamado de resposta imune adquirida. O raciocínio é o mesmo para a vacina da gripe. O fato de ter recebido essa injeção não quer dizer que o organismo está mais resguardado do coronavírus. E nem contra o próprio influenza daqui um ano. Isso porque esse agente infeccioso sofre mutações constantes, que exigem modificações na vacina. Agora, imunizar-se contra gripe pode evitar que o coronavírus cause complicações. Explica-se: esse novo vírus pode se aproveitar do fato de o organismo estar enfraquecido pelo influenza para provocar estragos graves. 5) O coronavírus é semelhante ao vírus da aids Uma montagem mostra porções iguais do DNA de dois vírus lado a lado, supostamente o HIV e o coronavírus. Segundo os autores, são semelhanças “nunca encontradas em outro coronavírus do passado”, o que indicaria que o novo inimigo da saúde foi criado com fins escusos em um laboratório – olha aí o Bill Gates de novo. Mas não há nenhum registro científico dessa similaridade. O periódico The Lancet publicou recentemente um artigo que sequencia os genes do covid-19, mostrando que ele é cerca de 80% similar ao vírus SARS, que causou uma epidemia na década passada. Não há qualquer menção ao HIV. 6) O novo vírus pode ser tratado com remédios para HIV, influenza ou antibióticos Até agora, não existe um tratamento específico contra o coronavírus além de observar e remediar os sintomas e as complicações da infecção. Entretanto, com o avanço dos casos, os médicos estão fazendo testes com medicamentos originalmente criados para enfrentar outras enfermidades. Na China, médicos vêm receitando o lopinavir e o ritonavir, antirretrovirais que tratam o HIV, combinados com o oseltamivir, o princípio ativo do Tamiflu, que é prescrito em gripes severas. A CNN noticiou também que um médico tailandês declarou ter curado um caso grave de coronavírus com a mistura. A estratégia, entretanto, carece de comprovação científica. “Faltam evidências clínicas da eficácia contra o covid-19. Também precisamos compreender o mecanismo pelo qual atuariam esses medicamentos”, destaca Prats. 7) Carregar bolsas de cânfora afasta o coronavírus “Uma boa dica, meus queridos amigos: bolsinhas medicinais de cânfora ajudam a evitar a propagação da gripe coronavírus”, afirma uma mensagem espalhada pelos grupos de WhatsApp. Primeiro, vale dizer que a infecção provocada pelo coronavírus não é uma gripe, o que já levanta suspeitas. E a cânfora, embora empregada há séculos como tratamento alternativo, não tem nenhuma ação antiviral atestada por estudos. “É uma planta famosa por ser descongestionante e analgésica. Ela até atenua os sintomas de gripe e resfriado, mas não reduz o risco de infecção nem evita casos graves”, pontua Prats. 8) Lavar nariz com frequência evita o coronavírus A higienização frequente das narinas é a melhor maneira de desentupir o nariz, além de amenizar os sintomas da rinite. Só que seus benefícios param por aí, uma vez que

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Coronavírus: o que sabemos e o que esperar da nova infecção respiratória

Especialistas explicam o que é o novo coronavírus, originário de Wuhan (China), quais seus sintomas e o risco de ele ser transmitido no Brasil. Matéria da Revista Saúde traz informações completas. Confira na íntegra: Um novo vírus que ataca o sistema respiratório e se espalhou a partir da região de Wuhan, na China, foi classificado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como emergência internacional. Ele pertence à família dos coronavírus, um grupo que reúne desde agentes infecciosos que provocam sintomas de resfriado até outros com manifestações mais graves, como os causadores da Sars (sigla em inglês para Síndrome Respiratória Aguda Grave) e da Mers (Síndrome Respiratória do Oriente Médio). “Falamos de uma ampla família de vírus, que acometem praticamente todas as espécies, de répteis a mamíferos”, contextualiza o infectologista Celso Granato, do Fleury Medicina e Saúde. De acordo com as investigações ainda em andamento, o novo coronavírus, que infectou mais de 8 mil pessoas e matou pelo menos 170 até o momento, pode ter origem em serpentes ou morcegos — inclusive se especula que a ingestão de um desses animais teria originado o surto. Apesar de um estudo chinês ter encontrado uma relação do novo coronavírus com cobras, não existe consenso entre os cientistas sobre a origem da doença. Muitos apostam que outro animal possa estar envolvido com o início do problema na China. O fato é que coronavírus diferentes podem sofrer mutações e se recombinar, dando origem a agentes inéditos. Pulando entre espécies animais (os hospedeiros), eles eventualmente chegam aos seres humanos. “É um processo que tem semelhanças com o que acontece na gripe. Na gripe suína, um porco pegou o vírus de aves e, na recombinação de vírus diferentes dentro do animal, surgiu um H1N1 que conseguiu passar para os seres humanos“, explica Granato. Tudo leva a crer que o novo coronavírus tenha sido originalmente transmitido para o ser humano de um animal e ainda em esteja em processo de evolução e adaptação. “Embora a transmissão de uma pessoa para outra já tenha sido detectada, até agora não está clara a importância da transmissão interhumana”, diz a infectologista Lígia Pierrotti, do laboratório Delboni Auriemo. Seguindo o padrão dos coronavírus e a perspectiva de o agente aperfeiçoar sua propagação entre os humanos, existem algumas vias principais de transmissão. De acordo com o pneumologista Elie Fiss, professor titular da Faculdade de Medicina do ABC, os coronavírus normalmente são transmitidos pelo ar, por meio de tosse ou espirro, contato pessoal próximo ou com objetos e superfícies contaminadas. O que o novo coronavírus faz e quais seus sintomas? Pesquisadores e autoridades de saúde estão mobilizados em entender melhor o comportamento desse agente infeccioso e evitar sua disseminação geral. Além do alerta da OMS, o Brasil e outras nações deram início a um plano de vigilância e contenção de casos suspeitos — por ora não há episódios confirmados por aqui. Mas falamos de um vírus perigoso? O número de vítimas na China fez soar o alerta, sobretudo para o risco de pneumonia e insuficiência respiratória em pessoas mais velhas e que já tenham outras doenças. “O novo coronavírus causa, em geral, sintomas respiratórios mais leves que os da Sars e da Mers e os sinais clínicos mais referidos são febre e tosse. Até o momento, a letalidade também é menor que a associada a Sars e Mers“, relata Lígia. Um estudo com uma família infectada pelo novo coronavírus sugere que é possível que ele permaneça no corpo sem manifestar sintomas. Isso dificultaria o controle, uma vez que esse agente infeccioso poderia ser transmitido por pessoas aparentemente saudáveis. O professor Elie Fiss conta que a Sars é uma condição causada por um coronavírus diferente cujos primeiros relatos surgiram também na China em 2002. “Ela se disseminou rapidamente por mais de 12 países na América do Norte, América do Sul, Europa e Ásia, infectando mais de 8 mil pessoas e causando em torno de 800 mortes antes de a epidemia ser controlada em 2003”, lembra o pneumologista. Em 2012, por sua vez, outro coronavírus espalhou o terror na Ásia. Esse foi identificado inicialmente na Arábia Saudita e se alastrou pelo Oriente Médio, afetando pessoas que circularam pela região. Provocava um colapso respiratório e ganhou o noticiário com a sigla Mers. Tanto o vírus da Sars quanto o da Mers parecem mais mortais que o novo coronavírus de Wuhan. Segundo Lígia, a letalidade chega a 10% dos casos na Sars e a 40% nos episódios de Mers. De acordo com Fiss, a maioria dos óbitos ligados ao atual coronavírus têm acontecido em indivíduos que já possuíam doenças associadas. A atenção da OMS e das autoridades não é em vão. Celso Granato explica que possivelmente o vírus ainda se encontra em processo de mutação e nosso organismo não tem mecanismos de defesa para combatê-lo adequadamente. Na ausência de uma vacina ou de um tratamento específico, o melhor conselho é evitá-lo mesmo. Como se proteger? Para os brasileiros, cabe frisar: a maioria dos casos da doença tem relação direta com os territórios chineses acometidos, que inclusive já foram isolados. Alemanha, Japão e Vietnã foram as primeiras nações além da China a apresentar casos autóctones — ou seja, transmitidos dentro dos próprios países. Por aqui, um episódio suspeito em Belo Horizonte já foi investigado e o veredicto é que não se tratava do problema. Outros casos seguem em investigação pelo Ministério da Saúde. “Pessoas que apresentam sintomas respiratórios e não tenham passagem por essas áreas de circulação do vírus nem contato com casos suspeitos ou confirmados não precisam se preocupar”, tranquiliza Lígia. A primeira medida de prevenção é evitar viajar a Wuhan e região, bem como a cidades que possam vir a alojar surtos. Se inevitável, os médicos Elie Fiss e Celso Granato aconselham algumas medidas básicas de proteção, que inclusive se aplicam a outros agentes infecciosos transmitidos pelo ar e por gotículas de saliva: Evite aglomerações e contato próximo com outras pessoas Cubra o nariz e a boca com lenço descartável ao tossir ou espirrar (e descarte o material

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