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saúde dos funcionários

Até que ponto a empresa é responsável pela saúde dos funcionários?

Imagine este cenário: você chega ao local de trabalho e recebe a notícia que algumas pessoas estão doentes. Qual a sua primeira reação? Saber o motivo, certamente. E, então, ao ouvir as respostas, você percebe que muitas dessas pessoas poderiam não estar doentes, se a empresa tivesse cuidado melhor da saúde de seus funcionários. Cuidar da saúde do público interno, que são os seus funcionários (ou colaboradores como muitas empresas gostam de chamar), é uma questão de sobrevivência para a própria empresa. Afinal, pessoas doentes não trabalham. Chegar a esse entendimento levou anos de história. Hoje, a saúde é uma questão clara para as empresas. O trabalhador passa a maior parte da sua vida dentro do local de trabalho e isso tem impacto profundo em sua saúde física e mental.   Funcionário doente = empresa doente   Já se tornou comum as empresas oferecerem plano de saúde , e o motivo é claro: um funcionário doente, sem qualquer apoio, não produz como deveria e pode ficar ausente por mais tempo no trabalho. Aliás, estes dois fatores, a produtividade e o absenteísmo, foram determinantes para a mudança de olhar no que se refere à saúde e clima organizacional. Mas, sozinho, não é suficiente para garantir o cuidado à saúde. Embora o convênio médico seja um benefício muito conhecido, não é obrigatório para a corporação, de acordo com a legislação trabalhista (CLT). O plano de saúde é concedido de forma voluntária. Neste ponto, é fácil concluir que a saúde do público interno representa a saúde da corporação como um todo.   Como cuidar da saúde interna   Além da oferta do plano de saúde, as empresas estão investindo em programas internos de qualidade de vida. Isto pode ser feito em diversas frentes, com campanhas, parcerias e programas. Uma das ações diretas para o combate a doenças é levar a imunização (vacinação) para dentro da empresa. É muito comum fazer essa mobilização. Existem consultorias, como a Nocta, que são contratadas para fazer a gestão do plano de saúde e oferecem um conjunto de serviços agregados. Outro exemplo, este mais simples, são as dicas de saúde. Aqui mesmo no blog divulgamos muitos materiais de apoio gratuitos para uso do gestor ou profissional de Recursos Humanos. Em empresas mais robustas, o impacto financeiro do custo da saúde é estudado a fundo. Áreas são criadas para dar atenção especial a esses indicadores e o investimento em tecnologia já é uma realidade. Algumas oferecem até aplicativo de saúde para os funcionários, como vamos falar logo abaixo.   O custo da saúde para a empresa   As pessoas menos saudáveis impactam diretamente nos custos das organizações por meio da sinistralidade do plano de saúde (que é a relação custo x receita das operadoras de saúde). Diante desse fato, o plano de saúde pode ser uma faca de dois gumes. Não basta apenas oferecer o benefício. É uma questão de causa e efeito: ao promover conscientização de saúde, com ações e campanhas – como citamos, as pessoas adoecem menos. Mais pessoas saudáveis significa menos uso do plano de saúde. E, se for o caso de uso, educar para que o façam de forma consciente. É neste cenário que a Nocta lançou uma plataforma de gestão de risco, o Nocta Bem-Estar, para as empresas descobrirem como está a saúde da sua população interna. A plataforma cria indicadores de saúde e indicadores financeiros que, combinados, mostram um retrato da carteira. Com este material em mãos, os gestores conseguem tomar decisões para reduzir os custos e direcionar as ações para cuidar da saúde de seus funcionários. Uma das fontes de alimentação da plataforma é o aplicativo, direcionado aos funcionários da empresa. O objetivo é estimular os bons hábitos de saúde. Nele, cada colaborador registra o seu dia a dia, participa de desafios internos com os colegas, recebe dicas e recompensas pelo bom desempenho. Por esse app, é possível fazer integrações com os aplicativos Google Fit e Strava, com dispositivos como Apple Watch, além de softwares da própria empresa. Quer saber mais sobre a plataforma e aplicativo Nocta Bem-Estar? Acesse: Inteligência em Saúde para Economia Financeira.   Fonte: Redação blog Nocta

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12 campanhas de saúde fundamentais para fazer em 2020

Existem algumas campanhas de saúde que já estão muito difundidas e há uma grande mobilização, como o Outubro Rosa, sobre o câncer de mama. Entretanto, outras temáticas importantes precisam ganhar destaque. Se você é Gestor de Pessoas e de Recursos Humanos e precisa de ideias para aumentar a visibilidade do seu departamento, investir em campanhas de saúde traz um retorno muito positivo.   Vale lembrar que toda e qualquer ação voltada à prevenção de doenças é fundamental, principalmente, em empresas com altos índices de absenteísmo. Um exemplo é o caso da Avon, fabricante de cosméticos, que notou um número maior de funcionários faltando no emprego para ir ao pronto-socorro, com recorrência. Foi quando veio a percepção de que era preciso melhorar a qualidade de vida.   “Sem uma política interna de promoção da saúde, os afastamentos de funcionários por motivos de saúde tendem a aumentar”, comenta Helton Reis, responsável pela Expansão de Novos Negócios da Nocta. Entre as principais causas de afastamento, estão as doenças mentais (depressão, ansiedade, por exemplo), os problemas cardiovasculares, as dores nas costas, as lesões no joelho e os acidentes de trabalho.   Diante dessas constatações, a Nocta mudou a forma de enxergar a gestão de risco e saúde dentro das empresas, com o Nocta Bem-Estar. “A plataforma e o aplicativo surgiram para ajudar as empresas a engajarem seus colaboradores a serem mais saudáveis e felizes de uma forma divertida, além de proporcionar análises e monitoramento de diversos dados de saúde para reduzir os custos com o plano de saúde“, diz Helton. Veja aqui como podemos te ajudar.   Agora, vamos às 12 campanhas de saúde fundamentais para fazer em 2020. É material para fazer uma ação por mês, tranquilamente. 1- Combate à Hipertensão Arterial Em abril, no dia 26, acontece o Dia Nacional de Prevenção e Combate à Hipertensão Arterial. Sabe por que é importante falarmos sobre essa doença? Ela mata uma pessoa a cada 2 minutos, cerca de 300 mil brasileiros anualmente. É a doença de maior prevalência na população brasileira e é a principal causa de morte. O mais grave: somente 50% sabem que são hipertensos, e apenas metade se trata. Acesse o material para fazer campanha aqui. 2 – Saúde Mental A saúde mental ganha destaque em setembro, mas você pode usar esta campanha em qualquer período. Preparamos um material com dicas para dormir bem, ter um sono de qualidade. Você sabia que dormir menos de cinco horas por noite aumenta em cinco vezes o risco de ter pressão alta, um dos principais fatores de risco para o infarto? Então, não deixe de fazer esta campanha. 3 – Principais Exames do Checkup O checkup nada mais é do que uma avaliação médica de rotina associada a exames específicos. A principal finalidade desses exames é a prevenção. Existe uma lista básica de exames e alguns outros que são acrescentados de acordo com a idade, sexo e histórico pessoal e familiar. Divulgue na sua empresa. 4 – Alimentação Mais Saudável Um estudo com 105.159 pessoas, realizado pela Universidade de Paris durante cinco anos, mostrou que as pessoas que comem mais alimentos ultraprocessados tiveram mais problemas cardíacos. Suas dietas foram acompanhadas e avaliadas duas vezes por ano. Neste conteúdo abordamos como você pode fazer trocas simples no dia a dia para ter uma alimentação mais saudável. Afinal, somos o que comemos! 5 – Automedicação Comprar remédio sem uma orientação médica é bastante perigoso, mas acaba sendo a solução que muitas pessoas encontram para não faltar ao trabalho. A automedicação é uma prática que pode transformar um dia de afastamento para descanso e tratamento em meses de enfermidade. Dependendo do tipo de medicamento, como o antibiótico, o uso sem orientação pode causar um efeito reverso: em vez de combater a doença, o corpo fica resistente àquelas bactérias. Veja aqui como esta dica de saúde é importante. 6 – Combate ao Colesterol O colesterol é um dos principais fatores de risco das doenças cardiovasculares, que são as que mais matam no mundo. Para se ter uma ideia, foram registradas mais de 383 mil mortes por doenças vasculares em 2017. Faça uma campanha de combate ao colesterol com esta dica que preparamos. 7 – Saúde Bucal A falta de cuidado com a saúde bucal pode causar algumas doenças como a placa bacteriana, a cárie dentária, o cálculo dentário, as doenças da gengiva e as lesões bucais. Acesse o material gratuito para campanha aqui. O Dia Nacional da Saúde Bucal é lembrado no dia 25 de outubro, mas você pode fazer esta ação em qualquer período. Por vezes, a má condição de higiene é pela falta de oportunidade. Aqui vai uma dica extra: se você trabalha na área de Recursos Humanos e Gestão de Pessoas, opte por um plano odontológico. É um benefício barato e causa um grande impacto na motivação dos colaboradores. Podemos te ajudar! Fale com a Nocta. 8 – Julho Amarelo Mês dedicado a campanhas para combater as hepatites. O que torna as hepatites perigosas é o silêncio: muitas vezes não manifestam sintoma algum. As hepatites A, B e C são provocadas por vírus que pertencem a famílias completamente diferentes, mas que têm em comum a característica de agredir células do fígado. Provocam desde lesões pequenas até cirrose, passando por hepatite aguda, hepatite crônica e chegando ao câncer. Saiba mais sobre as formas de transmissão e prevenção. Aproveite e baixe o material para campanha. 9 – Outubro Rosa É uma campanha mundial de combate ao câncer de mama. Esse é o tipo de câncer mais comum entre as mulheres no mundo e no Brasil, depois do câncer de pele. O câncer de mama responde, atualmente, por cerca de 28% dos casos novos de câncer em mulheres. Baixe o material para fazer sua campanha interna! Falamos sobre os fatores de risco, sintomas e prevenção neste post aqui. 10 – Diabetes A maioria dos brasileiros acredita que evitar doces, e apenas esse ingrediente, previne o diabetes. Não precisa de pesquisa para comprovar essa ideia, basta perguntar para qualquer

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Teste: será que você está com a síndrome de burnout?

  A revista Saúde lançou um teste para descobrir se você sofre ou está prestes a sofrer com o transtorno de cansaço extremo associado ao trabalho. Sindrome de burnout A síndrome de burnout é um distúrbio psíquico caracterizado pelo estado de tensão emocional e estresse provocados por condições de trabalho desgastantes. Foi descrito em 1974 por Freudenberger, um médico americano. Leia mais sobre O que é Sindrome de Burnout (esgotamento profissional)? Quer saber se você está sob risco de desenvolver o burnout? Inicie o teste abaixo!   Como funciona: atribua a nota 1 se a frase se aplica raramente à sua vida, 2 se acontece às vezes ou 3 se ocorre frequentemente. Ao final das 12 etapas, faça a soma e confira o resultado logo a sequência. Frases Minha rotina tem mais custos do que benefícios Mesmo quando estou de férias, me sinto cansado e desmotivado Tenho pouco controle sobre o ritmo e o cronograma do meu trabalho Sinto-me sobrecarregado mesmo quando não estou trabalhando Tenho faltado ao trabalho porque me sinto doente Considero meu desempenho profissional insatisfatório Tenho me isolado de meus amigos e familiares Executo tarefas incompatíveis com meus valores Sou responsável por projetos sem ter recursos para executá-los Uso medicamentos e/ou bebidas alcoólicas para relaxar Minha vida sexual se tornou mais uma tarefa a cumprir Sinto que estou em um beco sem saída   Resultados Até 14 pontos: Parabéns! Você é do tipo que sabe delegar responsabilidades, estabelecer metas realistas e recusar exigências absurdas. Continue assim. Sua saúde mental agradece. De 15 a 26 pontos: Atenção! O burnout está virando a esquina. Que tal reavaliar suas expectativas? Se o custo é mais alto que o benefício, o esgotamento é uma questão de tempo. Acima de 26 pontos: Cuidado! Você está a um passo do burnout. Procure conversar a respeito com colegas ou familiares. Se o estresse ocupacional chegou a níveis intensos, não postergue uma visita ao médico.   Recado importante: esse teste não substitui de maneira alguma a avaliação o profissional da saúde. Procure um médico ou um psicólogo se sentir qualquer incômodo ou abalo no bem-estar para fazer o diagnóstico precoce e iniciar o tratamento quanto antes. Fonte: Ana Maria Rossi, psicóloga e presidente da International Stress Management Association no Brasil (Isma-BR)   Você pode gostar de ler: Os benefícios da atividade física para o desenvolvimento no trabalho   Fonte: Revista Saúde Imagem: Freepik  

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O que é síndrome de burnout (esgotamento profissional)?

  A síndrome de burnout é um distúrbio psíquico caracterizado pelo estado de tensão emocional e estresse provocados por condições de trabalho desgastantes. Foi descrito em 1974 por Freudenberger, um médico americano. De acordo com o site do Dr. Drauzio Varella, os profissionais da área de Recursos Humanos, assim como  da educação, saúde, assistência social, agentes penitenciários, bombeiros, policiais e mulheres que enfrentam dupla jornada correm risco maior de desenvolver o transtorno. Como identificar O esgotamento físico e emocional são sintomas da síndrome e causam um efeito negativo no comportamento, como: Ausências no trabalho; Agressividade; Isolamento; Mudanças bruscas de humor; Irritabilidade; Dificuldade de concentração; Lapsos de memória; Ansiedade; Depressão; Pessimismo; Baixa autoestima.   Dor de cabeça, enxaqueca, cansaço, sudorese, palpitação, pressão alta, dores musculares, insônia, crises de asma, distúrbios gastrintestinais são manifestações físicas que podem estar associadas à síndrome. Teste: será que você está com a síndrome de burnout? A Revista Saúde lançou um teste para descobrir se você sofre ou está prestes a sofrer com o transtorno de cansaço extremo associado ao trabalho. Acesse AQUI ou clique na imagem. Tratamento A principal recomendação é procurar atendimento médico ou psicoterápico. O tratamento da síndrome de burnout inclui o uso de antidepressivos e psicoterapia. Atividade física regular e exercícios de relaxamento também são altamente recomendados para ajudar a controlar os sintomas. Dúvidas Portadores de burnout têm direito a licença médica? Sim. Pela legislação atual, portadores de burnout têm esse direito e, em casos considerados graves, até à aposentadoria por invalidez. Quando desconfiar que uma pessoa está passando por problemas de esgotamento profissional? Geralmente conseguimos notar quando uma pessoa está estressada além da conta no trabalho. Repare se há exagero no uso de estimulantes, como café, refrigerante e cigarro para permanecer alerta. O uso de álcool como forma de relaxamento também pode aumentar, e quem convive com o paciente muitas vezes é capaz de perceber a mudança no consumo. Como a empresa pode ajudar Estimulando seus colaboradores a cuidarem da saúde física e mental, além de promover momentos de lazer, visando a manutenção de um bom clima organizacional. Se você busca por empresas que trabalham com Programas de Qualidade de Vida (PQV), existem consultorias especializadas em gestão de risco que traçam ações de prevenção de acordo com indicadores de saúde da empresa (dados do plano de saúde, saúde dos funcionários, uso de medicamentos, exames, aplicativos de saúde, entre outros). Hoje já existem aplicativos que ajudam as pessoas a adquirirem hábitos mais saudáveis. Uma novidade para quem trabalha com Gestão de Pessoas é o aplicativo de saúde específico para os colaboradores, o Nocta Bem-Estar, com monitoramento da saúde, desafios gamificados e ações preventivas, integrado a uma plataforma onde o gestor acompanha tudo – junto a outros indicadores de saúde. Você pode gostar de ler também: Já ouviu falar em Employee Experience? Fontes: Redação blog Nocta; Dr. Drauzio Varella

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Saiba a razão para manter o bem-estar de seus funcionários

Esta matéria da Revista Pequenas Empresas & Grandes Negócios trata das soluções para uma preocupação crescente dentro das corporações: a queda na produtividade. Sabemos que uma pessoa feliz produz melhor. Os especialistas entrevistados pela publicação mostram as razões para se investir no bem-estar dos colaboradores. Confira na íntegra. Saiba a razão para manter o bem-estar de seus funcionários   Cuidar do bem-estar do funcionário é tão estratégico quanto desenvolver um produto ou serviço, administrar a saúde financeira da empresa ou pensar no plano de crescimento. Promover a saúde física, mental e emocional do colaborador traz benefícios tangíveis — como a diminuição no número de faltas e o aumento da retenção dos talentos — e intangíveis, como o brilho nos olhos e o entusiasmo de quem trabalha feliz. “Empresas com funcionários satisfeitos são mais propensas a ter sucesso. Quando são valorizados, eles se sentem parte importante da organização. Se a empresa tem um programa de bem-estar, os funcionários sabem que são valorizados”, afirma o americano Steven Aldana, um dos maiores especialistas em saúde e bem-estar no local de trabalho. Durante seus mais de 20 anos na academia, Aldana, que foi professor de medicina de estilo de vida na Brigham Young University, escreveu 75 artigos científicos e sete livros sobre gestão de riscos à saúde, vida saudável e programas de promoção do bem-estar que, juntos, venderam mais de 1 milhão de exemplares. Hoje ele é CEO da WellSteps, consultoria de programas de bem-estar com clientes como a Nasa e a empresa de energia BP. Em entrevista à PEGN, ele recomenda que as empresas de pequeno e médio porte tenham em sua estrutura um defensor do bem-estar, alguém interessado em ajudar os outros a se sentir bem. “Sem uma boa liderança para ajudar a administrar o bem-estar, o programa terá dificuldades”, alerta. Na era em que o nome do jogo é o aumento da produtividade, as empresas precisam se voltar para esse tema para evitar danos relacionados à adoção crescente de novas tecnologias, ao aumento da carga horária e também à demanda interminável de contar com o colaborador sempre por perto — mesmo quando está fisicamente longe. É cada dia mais comum ver funcionários reclamando de chefes que os abordam à noite, em feriados e fins de semana. No curto prazo, isso é contornado. No médio e no longo prazo, no entanto, os efeitos colaterais passam a incomodar. Relacionamentos frios, pressões crescentes, aumento de estresse, vida desequilibrada. Isso tudo faz florescer males médicos (como dor no pescoço e nas costas e doenças do coração), psicológicos (como ansiedade, agressividade, apatia, depressão e insônia), comportamentais (como uso abusivo de cigarro e álcool e desordem alimentar) e organizacionais (como faltas, insatisfação com o chefe e colegas e alto índice de turnover). Nos Estados Unidos, a conscientização chegou ao mercado corporativo. “Cerca de 80% das empresas americanas com mais de 200 funcionários demonstram preocupação com o bem-estar dos colaboradores e já fazem algo a respeito”, diz o americano Ron Goetzel, Ph.D., cientista-sênior e diretor do Institute for Health and Productivity Studies (instituto de estudos da saúde e produtividade), da universidade Johns Hopkins Bloomberg School of Public Health, e vice-presidente de consultoria e pesquisa aplicada para o IBM Watson Health — plataforma de serviços cognitivos que usa dados, análises e inteligência artificial para buscar soluções a desafios de saúde. Para Eduardo Maróstica, professor do MBA de Empreendedorismo e Novos Negócios da FGV (Fundação Getulio Vargas), as empresas, geralmente, são negligentes com o colaborador. “Elas acham que pagar o salário é um diferencial, quando é obrigação. Se esquecem de que a maior punição que uma empresa pode ter é perder bons colaboradores. A maior parte dos gestores tem visão míope.” Nas pequenas empresas brasileiras, diz Maróstica, o cenário é ainda pior. Faltam diálogo e empatia com o colaborador. “É preciso ter uma conversa franca”, aconselha o professor. Em sua consultoria, Core Business, ele já palestrou para mais de 1 milhão de pessoas.   Desafios   Implementar programas voltados ao bem-estar do quadro funcional nas pequenas empresas ainda é um desafio, uma vez que faltam orçamento, experiência e tempo. “Nesse caso, é mais recomendado contratar alguém de fora ou destacar algum talento interno para voltar-se integralmente a essa questão que, indiscutivelmente, é vital para os negócios”, explica Goetzel, da Johns Hopkins. Conheça o Nocta Bem-Estar: gestão de risco e saúde para a sua empresa, por meio de aplicativo e plataforma web, promovendo engajamento dos seus colaboradores com o objetivo de analisar métricas de saúde para ações personalizadas e promoção do bem-estar. Cuidar do corpo e da mente das pessoas as faz se sentirem mais satisfeitas com a empresa, com o chefe e com os colegas. “Assim, cria-se uma equipe mais disposta, focada, otimista e pronta para arregaçar as mangas. Largar o emprego ou sabotar o trabalho fica mais difícil”, avalia Goetzel. Eventos únicos disfarçados de programas de promoção de saúde provavelmente falharão, aponta o relatório “Da evidência à prática: bem-estar no local de trabalho que funciona”, conduzido pela Johns Hopkins Bloomberg School of Public Health. É preciso criar um plano estruturado, que tenha como meta cuidar da saúde e do bem-estar dos funcionários. Não basta realizar pesquisas que perguntem aos funcionários sobre riscos modificáveis — hábito de fumar, inatividade física, dieta inadequada ou altos níveis de estresse — e não fazer algo efetivo de curto, médio e longo prazo depois. Muitas vezes, essas pesquisas são associadas a exames de pressão arterial, colesterol e glicose. Fazem muito barulho, causam estresse e acabam sendo deixadas de lado depois de dois meses. A menos que os funcionários recebam as ferramentas e os recursos para realmente mudar — e que sejam monitorados —, de nada vai adiantar fazê-los responder um questionário de 15 minutos. Simplesmente lembrá-los de que é importante cuidar da saúde é parcialmente eficiente. Estudos demonstram que os indivíduos podem não se concentrar nos benefícios de longo prazo de uma determinada ação quando uma recompensa de curto prazo (como fumar, comer uma pizza ou passar horas assistindo à TV) é mais atraente.

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Ansiedade e Burnout: quando transtornos impactam o gestor

  A posição de liderança demanda bastante do gestor e este, se não estiver preparado para lidar com as demandas e conflitos do grupo, tende a se desequilibrar, o que pode ser um dos impulsionadores da ansiedade. *Artigo Elaine Di Sarno, Psicóloga Segundo pesquisa da empresa de recrutamento Robert Half, os profissionais brasileiros são os mais estressados do mundo. A empresa entrevistou quase 1.800 gestores de RH em 13 países e constatou que o profissional brasileiro é o que mais sofre com a pressão e o excesso de trabalho. De acordo com a pesquisa, 52% dos entrevistados reclamaram da alta carga de trabalho, e 44% sentem falta do reconhecimento de seus esforços. Não é à toa que muitos profissionais acabam desenvolvendo transtornos de ansiedade. Os mais comuns são: transtorno de ansiedade generalizada, transtorno de pânico, transtorno obsessivo compulsivo, transtorno de estresse pós-traumático, fobia social e fobias específicas. A posição de liderança demanda bastante do gestor e este, se não estiver preparado para lidar com as demandas e conflitos do grupo, tende a se desequilibrar, o que pode ser um dos impulsionadores da ansiedade. No entanto, aspectos emocionais, especialmente a capacidade de lidar com a inteligência emocional, impactam bastante. O gestor deve saber captar, absorver e conduzir a ansiedade e a expectativa do grupo, orientando-os e intervindo quando julgar necessário. Na realidade, todos esperam que um gestor tenha maturidade emocional (ou “quociente emocional”) e consiga gerenciar e controlar sua própria ansiedade, além de lidar com a ansiedade do grupo que ele lidera. Ele é a referência desse grupo, e uma de suas funções é administrar essa teia de situações potencialmente ansiógenas que permeiam a dinâmica da equipe. O líder precisa ser capaz de ter autocontrole, autoconhecimento e experiência para transmitir tranquilidade e direção ao grupo, em todo tipo de situação. Muitas vezes, só um trabalho psicoterápico permite que ele se conheça mais a fundo e se desenvolva emocionalmente, de modo a saber lidar com suas próprias ansiedades e as da equipe. Se o transtorno de ansiedade não for tratado, gestor e a sua equipe podem caminhar para um “naufrágio”. Neste sentido, ele “afunda” sua carreira, pois não terá condições de gerenciar adequadamente as situações de tensão que certamente ocorrem no ambiente corporativo. Daí, além da ansiedade, virá o sentimento de frustração, decorrente de uma expectativa não realizada, de uma sensação de incapacidade ou de percepção de que “não sou tão competente quanto imaginava”. Para tornar o cenário ainda mais complexo, vale lembrar que a imagem de um profissional não permite tantos “deslizes” como no âmbito social/pessoal. O mercado é competitivo, principalmente quando vivemos agora, e qualquer erro ou demonstração de instabilidade pode acarretar sua substituição por outro profissional que tenha mais equilíbrio emocional. Síndrome de Burnout – o mal do século XXI A síndrome de Burnout vem aparecendo cada vez mais em diversas profissões, sendo consequência do excesso ou sobrecarga de trabalho. Como o próprio nome diz, a pessoa se sente literalmente exausta, esgotada física e psicologicamente, seja por causa do número de horas trabalhadas, seja pelo estresse provocado pelas condições de trabalho. O uso crescente de recursos tecnológicos e da informática mudou o modo de trabalhar; a aceleração da velocidade de comunicação e a integração global trouxe a demanda por muitas horas de trabalho em geral sob forte pressão de desempenho. Nestas condições surge novamente a exaustão, caracterizada pelo desânimo, dificuldade de raciocínio, ansiedade, preocupação, irritabilidade, sensação de incapacidade ou inferioridade, diminuição da motivação e da criatividade, aparecimento de transtornos mentais e doenças físicas. Já a privação do sono gera a síndrome de Burnout por vários fatores: quando o profissional não dorme o suficiente para ser produtivo; quando ele faz hora extra até tarde da noite, prejudicando a rotina do sono; quando viaja muito a trabalho para diferentes Países, desregulando seu relógio biológico; ou até mesmo quando muda repentinamente de cargo, e precisa alterar o turno da tarde para o turno da noite, por exemplo. Isso resulta em uma extrema exaustão, pois o organismo, que já está habituado com um determinado padrão de sono, sofre um forte impacto, precisando de tempo e resistência para se readequar à nova rotina do profissional. Ajude a cuidar da saúde mental de seus colaboradores com esta campanha de saúde mental: sono de qualidade. Faça o download gratuito. Uma consequência frequente é o uso de drogas (álcool, tabaco, além das drogas ilícitas) como forma de alívio. É importante estar alerta a esta situação que agravará ainda mais a condição física e mental do indivíduo. O mesmo pode ser dito da automedicação. Além das condições adversas e estressantes de trabalho, algumas características da personalidade são consideradas importantes para o aparecimento da síndrome de exaustão. Pessoas muito competitivas, ambiciosas, com dificuldade para delegar, absorvendo tudo para si, fazendo do trabalho sua única atividade tem maior chance de desenvolver exaustão. Por outro lado, pessoas inseguras, necessitadas de reconhecimento pelos outros, com dificuldade de colocar limites e abrindo mão de suas próprias necessidades também estão mais vulneráveis ao Burnout. E o que fazer para prevenir a síndrome de exaustão? A primeira e óbvia recomendação é descanso físico e mental. O equilíbrio entre o trabalho e as atividades físicas, de lazer, o encontro com os amigos e outras é o primeiro passo. Mudanças de atitudes, de expectativas, de hábitos de vida podem também auxiliar na prevenção. Nos casos em que a síndrome de Burnout já está instalada, recomenda-se buscar auxílio médico especializado para avaliação do quadro e orientação quanto ao tratamento. Especialmente no caso das pessoas cujas características de personalidade as tornam mais propensas ao Burnout, a psicoterapia é um complemento importante, pois o problema está muitas vezes dentro da pessoa, e não tanto em suas condições de trabalho. Caso aconteça alguma situação que tenha saído do controle do gestor, será necessário um esforço grande e de longo prazo para que ele tenha nova oportunidade para mostrar que reviu suas posições e aprendeu a lidar com suas próprias ansiedades. Como já dito, às vezes esse amadurecimento emocional só é

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Você sabe o que é Employee Value Proposition?

O termo em inglês “Employee Value Proposition”, em tradução livre “proposta de valor ao colaborador”, significa, na prática, o que uma empresa de fato oferece como diferencial a seus colaboradores. É um conceito de práticas de bem-estar para atrair profissionais e engajar funcionários.   A estratégia pode ser resumida em cinco pilares:   Recompensas (salário, benefícios e reconhecimento); Oportunidades (carreira e desenvolvimento); Pessoas (chefes e colegas); Trabalho (o que se produz e o alinhamento disso aos valores pessoais); A organização em si (em termos de marca e ética corporativa).   Dados da consultoria Gartner mostram que, se for bem desenvolvido, o EVP gera ganhos muito bons para o negócio, como aumento de 75% na competitividade e de 35% no engajamento.   Algumas estratégias de EVP – Sexta-feira “mais curta”, possibilitando saídas fora do horário de pico. – Home office – Folga no dia do aniversário – Horário flexível – Licença maternidade/paternidade ampliada – Academia – Orientação Financeira – Orientação Nutricional – Programas de Qualidade de Vida (existem aplicativos de saúde para empresas, como o Nocta Bem-Estar)   Além de benefícios, existem algumas práticas de comunicação e gestão que são aplicadas com objetivo de estreitar o relacionamento com os funcionários, como por exemplo: Conceito “portas abertas” para passar confiança quando um funcionário precisa conversar. Eleger um porta-voz entre a equipe, por setor, para levar ideias de melhoramento à gestão. Acolhimento aos novos contratados para integração com todos os processos da empresa.   Por que as empresas devem investir em práticas de bem-estar? Um ambiente com valores e benefícios bem estruturados e com possibilidades de crescimento levam os colaboradores a se sentirem parte de algo importante. Essa percepção interna é importante para a reputação da marca, ainda mais hoje em que as pessoas compartilham tudo pela internet. Cuidar do bem-estar do funcionário é tão estratégico quanto desenvolver um produto ou serviço. Fazer campanhas e promover a saúde física, mental e emocional do colaborador traz benefícios como a diminuição no número de faltas (absenteísmo) e o aumento da retenção dos talentos, além de aumentar o entusiasmo de quem trabalha feliz.   Perguntas que se deve fazer para montar EVP   – Eu tenho conhecimento sobre o que os funcionários pensam sobre a empresa? – Como estão meus índices de faltas (absenteísmo) e afastamento por doenças? – Meus funcionários têm abertura para conversar com os gestores? – Como está a comunicação com meus colaboradores dentro da empresa? – Quais benefícios eu ofereço a eles para trabalharem felizes e com qualidade? – Minha empresa é atraente? Meus funcionários têm oportunidades de crescimento? – Eu escuto meus colaboradores?   O EVP deve refletir na cultura, no clima organizacional, nas relações internas, na prática dos princípios e valores, nos propósitos da empresa. Não se trata de prêmios, ou apenas de benefícios, é um conjunto de práticas personalizadas que refletem a sua empresa, pois nenhuma empresa é igual a outra.   Fontes: Redação blog Nocta; Revista Você RH

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