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5 principais pontos do Programa Verde Amarelo

O Programa Verde Amarelo foi lançado em 11 de novembro pelo governo federal tendo como público-alvo pessoas entre 18 e 29 anos para fins de registro do primeiro emprego em Carteira de Trabalho e Previdência Social. Trata-se de uma nova modalidade que poderá ser adotada para qualquer tipo de atividade, inclusive para substituição transitória de pessoa permanente. Segundo a Agência Brasil, o programa foi lançado em caráter de projeto-piloto. Quando começa a valer Por se tratar de uma Medida Provisória (905/19), o programa está em análise no Congresso Nacional, aguardando o recebimento de emendas perante a Comissão Mista. O relatório aprovado na comissão seguirá para votação nos Plenários da Câmara dos Deputados e do Senado Federal. Veja aqui como funciona a tramitação de MPs. Confira os 5 principais pontos do Programa Verde Amarelo   1. Isenções – As empresas que aderirem ao Contrato de Trabalho Verde e Amarelo ficam isentas da contribuição previdenciária, do salário-educação e da contribuição social destinada ao Sistema S. 2. FGTS – Também terão redução da alíquota de contribuição do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), de 8% para 2%, e redução da multa do FGTS em caso demissão sem justa causa, de 40% para 20%, desde que haja acordo entre as partes. 3. Limite de empregados na modalidade – As empresas que aderirem ao programa poderão ter até 20% de seus funcionários nessa modalidade. Os novos contratos poderão ser firmados de 1º de janeiro de 2020 até e 31 de dezembro de 2022. 4. Prazo dos contratos – O prazo dos contratos será de até 24 meses, mesmo que o final do contrato ultrapasse a data de encerramento do programa. Ao final de cada ano, haverá um acordo extrajudicial de quitação de obrigações. 5. Salário – A modalidade de Contrato de Trabalho Verde e Amarelo permitirá a contratação de trabalhadores com salário-base mensal de até um salário-mínimo e meio nacional (R$ 1.497,00). Para viabilizar o programa, o governo federal decidiu cobrar o INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) dos cidadãos que recebem o seguro-desemprego. Outros pontos – A duração da jornada de trabalho poderá ser acrescida de até duas horas extras. A remuneração da hora extra será, no mínimo, 50% superior à da hora normal; – Os contratados na nova modalidade poderão ingressar no Programa Seguro-Desemprego; – A remuneração mensal aos contratados será acrescida de “adiantamentos”, como férias proporcionais (acrescidas do 1/3 constitucional) e 13º proporcionais; – O texto também cria um programa para financiar ações do INSS de reabilitação física e habilitação profissional de pessoas que sofreram acidentes de trabalho. O programa será bancado, entre outras fontes, por acordos judiciais celebrados pelo Ministério Público do Trabalho (MPT). Medida Provisória promove ainda uma série de mudanças na CLT O empregado que trabalhar nos setores de comércio e serviços aos domingos e feriados terá direito a pelo menos um repouso semanal remunerado coincidindo com o domingo a cada quatro semanas, e uma vez no período máximo de sete semanas para o setor industrial. Quando a folga não recair em domingo, o pagamento será em dobro. Link para acompanhar a tramitação da MP 905/19. Fonte: Redação blog Nocta; Agência Brasil; Portal Câmara dos Deputados

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Programa Verde e Amarelo – o que muda nas relações trabalhistas?

Programa Verde e Amarelo – o que muda nas relações trabalhistas? Matéria do Mundo RH O pacote de medidas trabalhistas prevê, entre outros pontos, que as empresas poderão flexibilizar o trabalho aos sábados e domingos   A Medida Provisória 905/19 foi publicada pelo governo federal na última segunda-feira (11 de novembro de 2019) para instituir o programa Verde e Amarelo. O pacote de medidas pretende estimular o emprego e a renda no país, mas, para isso, altera a legislação trabalhista.   De acordo com o governo, o Verde e Amarelo, que começa a valer em janeiro do ano que vem, deve gerar cerca de 1,8 milhão empregos até 2022. Para isso, estima-se a redução de 30% a 34% dos custos para o empregador. As empresas ainda receberão determinados benefícios como incentivo às contratações formais. Entre os benefícios, está a redução da carga tributária em cima da folha de pagamento.     O pacote de medidas trabalhistas prevê, entre outros pontos, que as empresas poderão flexibilizar o trabalho aos sábados e domingos e terão a desoneração do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), diminuindo a contribuição de 8% para 2%.   As instituições que aderirem ao Verde e Amarelo também ficam isentas da contribuição previdenciária, do salário-educação e da contribuição social destinada ao Sistema S.   Além disso, uma mudança significativa para as relações de trabalho está no pagamento de salário mensal ao empregado. O empregador deverá realizar o pagamento mensal ao funcionário com o valor combinado do salário, juntamente com o valor proporcional a 1/12 do 13º e das férias, com acréscimo de um terço.   De acordo com a nova regra, as empresas que aderirem ao programa poderão ter até 20% de funcionários contratados no programa Verde e Amarelo.   Conforme o advogado Willer Tomaz, do escritório Willer Tomaz Advogados Associados, o programa afetará o primeiro emprego de jovens de 18 a 29 anos e faz parte da nova política de reduzir os entraves ao crescimento da economia.   “A Medida Provisória 905 está alinhada ao programa ideológico do governo, de buscar reduzir entraves e excessos de regulamentação que inevitavelmente impactam a geração de emprego e, portanto, a economia. A medida autoriza a flexibilização das regras trabalhistas como forma de fomentar o primeiro emprego de trabalhadores na faixa etária de 18 a 29 anos, que nunca tiveram carteira assinada. Quem já manteve contrato de menor aprendiz, de trabalhador avulso, de experiência e de trabalhador intermitente também estão dentro da regra”, ressalta.   Segundo o especialista, todos devem sair ganhando com a redução de custos da mão-de-obra, apesar da possível resistência de determinados setores da sociedade. “Veja que a sociedade muda constantemente, as necessidades também. Naturalmente as relações jurídicas de trabalho devem passar por revisão”, alerta.   O especialista também explica que as mudanças objetivam a redução de custos para a contratação visando o aumento das oportunidades de trabalho, desonerando ainda o empregador de obrigações que no fundo não beneficiavam o empregado, mas tinham viés apenas ideológico ou predominantemente arrecadatório.   “Por exemplo, a medida extingue a multa adicional de 10% do FGTS nas demissões sem justa causa, sem eliminar a multa de 40% do trabalhador. A despeito da resistência de determinados setores adeptos de uma visão mais protecionista, a medida é interessante para as empresas, para os trabalhadores e todos sairão ganhando, pois viabilizará o primeiro emprego e o trabalhador terá maior chance de efetiva inserção no mercado de trabalho e na economia”, afirma.   Fonte: Mundo RH Imagem: Freepik

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