Resultados da pesquisa

Insônia: 10 dicas para dormir melhor

Neste Dia Mundial do Sono, trouxemos dicas de especialista para ajudar a higienizar o sono e evitar a insônia. De acordo com a Associação Brasileira do Sono, de cada três brasileiros, pelo menos um tem insônia — distúrbio que se caracteriza pela dificuldade de começar a dormir, manter-se dormindo ou acordar antes do horário desejado. A principal causa da insônia são os fatores psicofisiológicos, como expectativas, preocupações e estresse. “Todo mundo já teve ou terá insônia alguma vez na vida”, observa Dr. Maurício da Cunha Bagnato, pneumologista no Hospital Sírio-Libanês e especialista em Medicina do Sono. Outras causas frequentes da insônia são dores (em qualquer parte do corpo), uso de alguns medicamentos, doenças respiratórias e reumáticas. A boa notícia, no entanto, é que existem diversos meios de prevenção e tratamento da insônia. “A primeira coisa a ser feita é cuidar da higiene do sono, ou seja, limpar tudo aquilo que nos atrapalha para pegar no sono”, comenta Dr. Bagnato. Veja a seguir dez dicas que podem te ajudar a higienizar o sono e evitar a insônia: 1) Adotar horários regulares de sono Procure deitar e levantar habitualmente nos mesmos horários, mesmo nos fins de semana. 2) Evitar dormir muito durante o dia Cochilos, quando possíveis, podem ajudar na disposição, mas acima de 30 minutos (em qualquer momento do dia) tendem a prejudicar o sono noturno. 3) Fazer atividade física pela manhã ou à tarde A prática de atividade física é essencial para a boa saúde e ajuda a dormir melhor, mas pode causar agitação. Por isso é melhor exercitar-se até seis horas antes de dormir. 4) Evitar bebidas com cafeína à noite Café, chá-preto, chá-mate, refrigerante e energético contêm substâncias estimulantes, como a cafeína. Por isso devem ser evitados até cinco horas antes de dormir. 5) Comer alimentos leves no jantar Alimentos pesados e ricos em proteína, quando consumidos em excesso à noite, podem atrapalhar o sono. Pratos leves com carboidrato, como um lanche natural, são mais indicados para induzir o sono. 6) Evitar o consumo de bebidas alcoólicas Apesar de o primeiro efeito do álcool ser sedativo, depois de um tempo ele pode provocar agitação. Recomenda-se então evitar o consumo de álcool até seis horas antes de dormir e como indutor do sono. 7) Diminuir a exposição à luz durante à noite Ao escurecer, começamos a produzir melatonina — hormônio que ajuda nosso organismo a se preparar para dormir. Lâmpadas fortes, telas de computador, tablets e celulares podem atrapalhar a produção de melatonina, e devem ser reguladas ou evitadas durante à noite. 8) Criar um local aconchegante para dormir Iluminações do despertador, da rede sem fio (wireless) e do aparelho de TV a cabo podem prejudicar o sono, assim como barulhos da rua, ronco do parceiro ou da parceira e movimentações de animais domésticos. Devemos regular as luzes emitidas pelas telas de celular e tablets, durante à noite, para emitirem menos luz, e criar um ambiente totalmente escuro e silencioso para dormir. 9) Fazer atividades relaxantes à noite Um banho morno cerca de duas horas antes de dormir abaixa a temperatura corporal e relaxa, ajudando na indução do sono. Atividades como ler, pintar, bordar, escutar música calma e meditar também podem contribuir para isso. 10) Tentar não “brigar” com a insônia Ir para a cama sem sono não ajuda. O ideal é fazer alguma atividade com pouca luz e que não provoque agitação, como ler ou assistir a um programa de TV enfadonho. Se despertar, o ideal é retomar essas atividades até sentir sono novamente. As insônias que persistem por mais de duas semanas são consideradas subagudas e exigem ajuda médica, pois podem se tornar um problema crônico. O Hospital Sírio-Libanês conta em seu corpo clínico com diversos profissionais especializados em medicina do sono. Eles estão habilitados para fazer o diagnóstico e o tratamento da insônia a partir das necessidades de cada paciente. Fonte: Hospital Sírio-Libanês

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Hipertensão: fazer exercícios físicos ajuda ou atrapalha?

A Hipertensão (pressão alta) é a doença de maior prevalência na população brasileira e é a principal causa de morte.  Em resposta à pergunta que entitula este post, trouxemos uma pesquisa que desmistifica a ideia de que exercícios físicos fazem mal a pessoas hipertensas. Confira! Um artigo da Revista Brasileira de Educação Física e Esporte traz um estudo que compara queixas de insônia, humor e qualidade de vida de pacientes com hipertensão arterial que praticam exercícios físicos ou não. O objetivo foi identificar, nos dois grupos, a relação positiva entre qualidade de vida e nível de atividade física e como a falta desta última pode interferir no agravamento dos transtornos de saúde. Os resultados mostraram que os pacientes com hipertensão arterial, praticantes de exercícios físicos, adquirem mais e melhores benefícios de saúde em geral, como redução da insônia e ansiedade, apresentando maior vitalidade e bom humor, consequentemente melhorando a qualidade de vida. Uma das terapias propostas pela VII Diretrizes Brasileiras de Hipertensão, como tratamentos complementares aos medicamentos, é a prática regular de exercícios físicos, que melhora a função imunológica e reduz a pressão arterial. “A insônia é o distúrbio do sono mais comum em todo o mundo”, afirmam os autores, completando que essa alteração do sono atinge cerca de um terço da população mundial.   Quando a insônia é crônica, os prejuízos na qualidade de vida são muitos: cansaço, dificuldades de memória e concentração, sonolência durante o trabalho, causando sérios problemas, tais como doenças cardiovasculares e fator de risco para hipertensão arterial. Alguns estudiosos definem a insônia como “a nova doença cardiovascular” e outros pesquisadores observaram a relação entre a insônia e a incidência de doenças cardiovasculares, “incluindo hipertensão arterial, doença coronariana e insuficiência cardíaca”. A atividade física atua como ansiolítico e antidepressivo, pois quando se controla a ansiedade, a insônia e a depressão diminuem consideravelmente. A investigação mostra que “quanto mais graves foram as queixas de insônia, piores estavam os índices de depressão e tensão e ansiedade dos participantes”, além de a falta de sono estar relacionada com os níveis de “raiva, hostilidade, fadiga, confusão mental e distúrbio total de humor”. Há estudos comprovando os benefícios dos exercícios aeróbicos, por exemplo, no sistema cardiovascular, reduzindo a pressão arterial. Leia também: Hipertensão? Nem pensar! – Material para campanha Sobre o estudo O estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa da Universidade Federal de Goiás e contou com 71 participantes (55 mulheres e 16 homens) selecionados nas Unidades de Saúde e Programas de Atendimento aos pacientes com hipertensão arterial, da cidade de Jataí, em Goiás. Para comprovar seu objetivo, a pesquisa se valeu de alguns procedimentos de medição, tais como: Índice de Massa Corporal – IMC; Medida da Pressão Arterial (PA); Índice de Gravidade de Insônia – IGI; O Perfil de Humor; Pesquisa em Saúde; Nível de Atividade Física Habitual e Análise de dados.   As averiguações demonstraram que, quanto à qualidade de vida, os grupos fisicamente ativos obtiveram mais resultados positivos, como melhor qualidade de vida, do que os grupos fisicamente não ativos. Dessa forma, o artigo destaca a relação benéfica entre o nível de atividade física e a qualidade de vida, com a melhora significativa do sono, do humor e da pressão arterial. No entanto, os pesquisadores ressaltam que, pela investigação aqui relatada, não se pode deduzir que “o exercício físico foi responsável pelos benefícios descritos neste estudo, somente podemos assumir que os fisicamente ativos diferenciaram-se dos inativos”, e também não houve intenção de controlar e interferir nos medicamentos indicados para a pressão arterial. Fonte: Margareth Artur (release Universidade Federal de Goiás) Imagem: Freepik

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Insônia: como dormir bem em tempos de quarentena

Especialistas explicam que a falta de rotina, exercícios e luz do sol, combinada com ansiedade e medo dos riscos iminentes, afetam diretamente a qualidade do sono. Saiba como contornar a insônia! Matéria da Revista Galileu A pandemia de Covid-19 transformou repentinamente a vida das pessoas. O distanciamento social, medida que ajuda a achatar a curva de contágio do novo coronavírus (Sars-CoV-2), nos obrigou a reorganizar o dia a dia dentro de casa, muitas vezes aumentando o nível de estresse. Uma das consequências de tanta mudança e tensão é a insônia, que nada mais é do que a dificuldade para pegar no sono ou dormir uma noite inteira. Dados disponibilizados pelo Google com exclusividade a GALILEU mostram que abril foi o mês em que mais se buscou o termo “insônia” na plataforma. O assunto está quase sempre relacionado a quarentena e medicamentos — a pesquisa por “remédio para insônia” aumentou 130% nos mês passado. Se esse é o seu caso, tenha calma: a dificuldade para dormir pode ser normal diante desse momento de incertezas, más notícias e medo dos riscos envolvendo saúde e trabalho. Mas alguns hábitos podem ajudar a melhorar o descanso noturno — e a falta deles tende a piorá-lo. A diminuição da exposição ao sol é um desses fatores, já que ela é uma das formas de sincronizar o ritmo biológico, fazendo com que o corpo saiba qual é a hora de estar acordado e qual é a hora de dormir. “A falta de sol inibe a liberação da melatonina, hormônio que regula o sono. Sincronizada com o fim da luminosidade do dia, ela é produzida para nos preparar para o período noturno”, explica a neurologista Gisele Minhoto, professora da Escola de Medicina da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR). Assim, um dos jeitos de ajudar o corpo a combater a insônia pode ser abrir as janelas e cortinas durante o dia e se expor à luz solar pela manhã. Outra prática que não deve ser deixada de lado são as atividades físicas. Ficar parado afeta a quantidade de energia que deveria ser gasta ao longo do dia, e ficamos menos cansados quando vamos dormir. “Praticar exercícios, mesmo dentro de casa, é essencial para regular o organismo. As academias disponibilizam aplicativos fáceis para que os usuários tenham seu treino guiado”, recomenda Minhoto. Leia também no blog: Academia em casa: aplicativos para fazer exercícios durante a quarentena Outras orientações para ajudar a manter a insônia longe é comer em horários regulares, diminuir o ritmo de atividades ao cair da tarde, evitar o uso de tablets e celulares pelo menos duas horas antes de ir para a cama e fazer o possível para deitar e levantar sempre no mesmo horário. “Fazer atividades monótonas, como ler um livro ou ouvir uma música calma se não estiver conseguindo dormir, pode ajudar o sono a chegar. Entretanto, ficar pensando que é preciso dormir logo pode aumentar o estresse e afastar o sono”, ressalta a médica. Apesar de a insônia não oferecer um risco à saúde por si só, ela pode se tornar crônica e acabar afetando o corpo e a mente de outras formas. Segundo o médico Gustavo Moreira, pesquisador do Instituto do Sono, em São Paulo, não dormir bem por muito tempo pode causar cansaço, ansiedade, irritabilidade e até depressão. Preste atenção se tiver insônia mais de três vezes por semana por, ao menos, três meses consecutivos. Nesses casos, a orientação de um especialista pode ser necessária. Fonte: Revista Galileu Imagens: Freepik

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