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Como a rede Assaí obteve resultados surpreendentes investindo no RH

  Matéria da VOCÊ RH destaca o caso da rede Assaí que, para evitar que os funcionários deixem a companhia rapidamente (conhecido como “turnover”), está adotando nos últimos seis anos novas práticas pelo departamento de Recursos Humanos.   As palavras-chave aqui são: retenção, engajamento, “employee experience” e “employee value proposition“.   Vale a pena ler. Confira na íntegra.   Lojas Assaí investem em práticas de RH para manter expansão no mercado   Para evitar que os funcionários deixem a companhia rapidamente, o Assaí treinou a liderança, criou uma universidade corporativa e melhorou os benefícios.   Quando o Grupo Pão de Açúcar (GPA) decidiu ampliar sua estratégia de negócios com a compra da rede Assaí, em uma operação financeira que teve início em 2007 e se consolidou em 2011, sabia que teria trabalho para crescer e se destacar no atacado de autosserviço.   Na época com 14 lojas espalhadas pelo Brasil e um time de 7?000 empregados, a rede atacadista de origem familiar, fundada em 1974 na cidade de São Paulo por Rodolfo Jungi Nagai, contava com um quadro administrativo enxuto e um problema digno de atenção: um alto turnover, que não só afetava a produtividade mas também colocava em xeque qualquer plano de expansão da operação. O que é turnover e outros termos usuais no mundo corporativo. Sem uma estrutura de recursos humanos adequada e voltada para treinamento e desenvolvimento dos profissionais, ou mesmo um pacote de benefícios que pudesse ser considerado atrativo, a rede recém-adquirida pelo Grupo Casino não conseguia reter seus profissionais, que com somente três ou quatro meses deixavam o trabalho em busca de uma nova colocação.   “As pessoas não ficavam. Em 2012, apenas 10% de nosso contingente tinha entre um e cinco anos de casa, o que indicava um baixo índice de retenção”, diz Sandra Vicari, diretora de gestão de gente do Assaí. O engajamento também não era favorável.   “Não havia aquele sentimento de orgulho, de pertencimento na empresa. Os funcionários não agiam como donos do negócio e a seleção de pessoal era realizada pelos próprios gestores, sem um padrão previamente definido, o que configurava um sério problema na operação.”     A SOLUÇÃO Para reverter o turnover e o baixo índice de engajamento, um plano de ação foi desenhado pelo RH. A meta consistia em adequar a seleção de candidatos, reduzir os índices de rotatividade gradativamente e formar pessoas que pudessem replicar o novo modelo de negócios estabelecido para o atacado, sem deixar de contemplar a expansão da rede no Brasil.   Embora o turnover mais alto tivesse sido diagnosticado entre os operadores de caixa, os esforços iniciais foram dedicados à chefia. “Investimos na capacitação dos líderes para atingir, por meio deles, os demais contratados”, diz Sandra.   Assim, em 2012 o Assaí lançou uma série de medidas de qualificação. Uma delas foi a universidade corporativa com mais de 300 cursos, divididos de acordo com o cargo e a atuação dos empregados. Para incentivar a graduação, o Assaí fez convênios com universidades de todo o Brasil.   “Nosso crescimento precisa significar o crescimento das pessoas. Por isso criamos o Processo de Seleção Interna, o Prosin. Em vez de procurar profissionais de fora, preparamos os talentos e damos a eles a oportunidade de assumir novas posições”, diz a executiva.   O pacote de benefícios também foi revisto e, agora, inclui assistência médica, odontológica, auxílio de custo para as mães com filhos de até 3 anos de idade, licença-maternidade estendida de seis meses e programas de reconhecimento (por tempo de casa, assiduidade no trabalho ou destaque no dia a dia de trabalho). RH: os principais erros na hora de contratar um plano de saúde     O RESULTADO As práticas adotadas nos últimos seis anos pelo departamento de recursos humanos do atacadista Assaí, cuja bandeira responde por praticamente 50% das vendas do Grupo Pão de Açúcar, trouxeram ganhos altamente significativos.   Com investimentos na formação e na qualificação do time, bem como melhorias no pacote de benefícios e mais reconhecimento aos funcionários que se destacam, a rede atacadista, que hoje conta com 145 lojas e 37?000 empregados, reduziu a rotatividade entre os novos contratados para índices de 8% a 10% ao ano.   O grau de engajamento também melhorou bastante e passou para 80%, com 95% de participação do quadro de empregados na pesquisa de clima — para ter uma ideia, em 2014 a porcentagem de empregados que respondiam ao questionário interno era de somente 62%.   “O colaborador engajado, envolvido, entrega resultados melhores para nosso cliente”, afirma Sandra. A executiva ainda reforça que, atualmente, mais de 50% dos contratados da rede têm de um a cinco anos de casa.   “Ainda temos um turnover, mas dentro da média de mercado”, afirma a diretora de recursos humanos, que acredita ainda haver espaço para melhorar as práticas. “A evolução é gradativa.   Continuamos investindo na formação de nossas lideranças”, diz. O desafio de aprimorar a gestão deve se manter, já que, em média, o Assaí contrata 5?000 pessoas por ano. Conheça o Nocta Bem-Estar, plataforma empresarial de saúde e bem-estar que ajuda os funcionários a adquirirem hábitos mais saudáveis.    Fonte: Redação blog Nocta; Revista VOCÊ RH Imagem: Freepik

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Já ouviu falar em Employee Experience?

Outro dia falamos aqui sobre o termo “Employee Value Proposition” (EVP) muito usado no mundo corporativo. Em resumo, é o que as empresas fazem para promover bem-estar para atrair profissionais e engajar funcionários. É uma estratégia que pode ser resumida em cinco pilares (leia aqui).   Nesta linha, destaca-se também outra estratégia chamada Employee Experience (EX) – em português, experiência do funcionário. O Employee Experience são iniciativas que visam proporcionar ao colaborador boa vivência no trabalho com foco na melhoria gradativa no clima organizacional.   EVP x EX   As estratégias de Employee Value Proposition (EVP) envolvem benefícios como folga no dia do aniversário; horário flexível; licença maternidade/paternidade ampliada; academia; orientação financeira; Programas de Qualidade de Vida (existem aplicativos de saúde para empresas, como o Nocta Bem-Estar), entre outros. Já o Employee Experience (EX) são iniciativas com foco na cultura de valor da empresa, no clima organizacional.   Selecionamos uma matéria da revista Exame que fala mais sobre o tema. Confira:   Holofotes se voltam à Employee Experience   O Airbnb é reconhecido por ter transformado o setor de reservas online de hospedagem de forma inovadora. Com opções inusitadas – é possível se hospedar em iglu, cabana, casa em árvore ou até dentro de um avião –, a empresa promoveu uma revolução na forma como as pessoas vivem as experiências de viagem.   Por trás da diversificada oferta e da forte gestão técnica e operacional, há um outro fator que fez do Airbnb um fenômeno: os funcionários também têm experiências valiosas no trabalho. Fundado por designers, o Airbnb reinventou a área de RH, transformando-a em uma mais estratégica, chamada Employee Experience (EX) – em português, experiência do funcionário. Além dos temas tradicionais do RH, incorporou outros como comunicação e responsabilidade social.   Assim criou uma cultura focada nos colaboradores, com o objetivo de impulsionar a proposta de valor da marca Airbnb.  Esse foi um marco importante para essa nova abordagem de gestão de pessoas que emerge com muita força. Afinal, a EX tem atraído o interesse de estudiosos, especialistas e gestores, além de ter sido tema de vários eventos. A última conferência de recursos humanos da HSM, por exemplo, teve como tema “O RH como designer de experiências”, com a presença de Tracy Mayllet, um dos principais autores do assunto.   Depois da vantagem competitiva criada pelo Customer Experience (CX) – ou experiência do cliente, em português –, comprovada por várias empresas, especialistas agora consideram que a adoção de EX pode ampliar ainda mais os horizontes dos negócios. Em outras palavras, experiências valiosas no trabalho podem se tornar uma vantagem competitiva para a organização.   “EX é uma nova abordagem que tem o design de serviço como metodologia central para criar soluções, fomentar o mindset de inovação e uma cultura mais humana”, diz a especialista em RH e Employee Experience Lina Cerveira. Ela explica que, no processo de criação de uma cultura focada em EX, são considerados aspectos da marca, transacionais e psicológicos das relações humanas. “Buscamos alinhar as expectativas da organização, da liderança e dos indivíduos”, explica Cerveira, que é coordenadora do Employee Experience Labs, da Arco | Hub de Inovação.   O foco, diz ela, é modelar de maneira intencional o ambiente cultural, tecnológico e físico para favorecer melhores experiências no trabalho. Mas como se faz isso? Há diferentes maneiras de se criar uma cultura centrada na experiência das pessoas, e a abordagem do design suporta essa criação. Pode-se criar programas de desenvolvimento completos ou pontuais para líderes e RH, por exemplo, ou iniciar com a aplicação de métodos como o Design Sprint para solucionar um desafio específico do RH.   Em alguns casos, o RH inicia a transformação dentro da própria área, experimentando ferramentas de inovação, renovando seu papel e seus processos de maneira estratégica e se tornando mais confiante para promover a transformação no restante da organização. Para isso, Cerveira destaca alguns pontos como sendo fundamentais em uma cultura de EX: Estabelecer a experiência das pessoas como prioridade. Ter clareza estratégica e promover o envolvimento genuíno da liderança. Ouvir as pessoas, ter empatia e promover consciência. Criar ambientes favoráveis à inovação e promover culturas mais coerentes.   “Onde há pessoas trabalhando, interagindo, pensando e sentindo existe experiência. Consideramos uma experiência valiosa quando impacta o bem-estar e produtividade dos indivíduos e na rentabilidade e competitividade dos negócios”, conta a especialista. “Em minha opinião, esse é um caminho bem interessante para o RH e a liderança: cuidar das pessoas, das relações humanas, e gerar valor de maneira estratégica; entendendo que organizações saudáveis e rentáveis são formadas por indivíduos que vivem uma experiência valiosa no trabalho.”   As pessoas passam muitas horas do dia no ambiente de trabalho, e torna-se cada vez mais importante promover um ambiente saudável e produtivo tanto para indivíduos quanto para as organizações. Se a experiência for valiosa, as pessoas podem ser a melhor versão de si no trabalho, a performance do negócio melhora e todos ganham. Fonte: Redação blog Nocta; Exame

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