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Mitos e verdades: sono

Nada melhor do que uma boa noite de sono, aquele que nos faz acordar descansados e bem dispostos. Dormir um sono de má qualidade ou em número de horas inferior à necessidade gera privação de sono, que afeta o desempenho intelectual, o humor, a memória, o controle do peso corporal, reduz a imunidade e aumenta o risco de doenças, como a diabetes, hipertensão arterial, obesidade e depressão. Neste artigo, desvendamos alguns mitos sobre o sono. Confira! As horas de sono variam com a idade Verdade! De acordo com Associação Brasileira do Sono (ABS), as mudanças do padrão de sono relacionadas à idade são previsíveis. Quando somos recém-nascidos, temos ciclos de sono mais curtos (aproximadamente 50 minutos). Durante o primeiro ano de vida, com o amadurecimento do sistema nervoso central, os estágios de sono ficam mais coerentes. As chamadas “ondas lentas” de sono não estão presentes no nascimento, mas surgem nos primeiros dois anos de vida e começam a declinar lentamente conforme avança a idade. Número de horas de sono conforme a idade 4 a 12 meses de vida: de 12 a 15 horas por noite1 a 2 anos: de 11 a 14 horas3 a 5 anos: 10 a 13 horas6 a 12 anos: 9 a 11 horas13 a 18 anos: 8 a 10 horas18 a 25 anos: 7 a 9 horas26 a 64 anos: 7 a 9 horasacima de 65 anos: 7 a 8 horas Fonte: Academia Americana do Sono O ideal é dormir 8 horas por noite? Verdade, com ressalvas. Segundo a Associação Brasileira do Sono (ABS), em média, os adultos necessitam de 8 horas de sono por noite, porém, a necessidade de horas é muito variável de pessoa para pessoa. Algumas pessoas sentem-se muito bem com 6 horas de sono, enquanto outras necessitam de 10 horas. É importante respeitar as preferências individuais com os horários de dormir e acordar, bem como as horas de sono. Saúde mental não tem relação com o sono Mito! Estudos revelam que estresse e sintomas de ansiedade ou depressão podem interferir na qualidade e quantidade de sono. Isso significa que uma boa noite de sono é também resultado da estabilidade emocional. Sobrecarga de atividades, conflitos interpessoais, insatisfação com a atividade ou organização do trabalho, complicações com a saúde pessoal ou de familiares, problemas financeiros, entre outros, podem sobrecarregar o sistema emocional e promover estresse, deflagrando alterações fisiológicas e comportamentais que, por sua vez, podem dificultar a conciliação de um padrão de sono satisfatório. A luz do celular não interfere no sono Mito! O uso de telas (celular, televisão, computador etc) funciona como um emissor de luz, o que acaba inibindo a produção de melatonina, o neuro-hormônio que regula o sono e que está ligado à exposição à luz.  Dica extra: 10 Hábitos saudáveis para uma boa noite de sono 1 – Ir para a cama com sono.2 – Manter uma rotina regular no horário de deitar e levantar.3 – Evite luz branca ou azul, caso haja necessidade de levantar durante a noite.4 – Manter a temperatura do quarto confortável para iniciar e manter o sono.5 – Evitar o uso de medicações para o sono sem prescrição médica.6 – Evitar fazer atividades na cama, como assistir TV, usar celular, ler e-mails, entre outros.7 – Evitar bebidas alcoólicas e/ou alimentos com cafeína próximo ao horário de dormir.8 – Praticar exercícios regularmente, mas evitar próximo ao horário de deitar.9 – Evitar tabagismo.10 – Manter ambiente calmo e silencioso para iniciar o sono.

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Insônia: como dormir bem em tempos de quarentena

Especialistas explicam que a falta de rotina, exercícios e luz do sol, combinada com ansiedade e medo dos riscos iminentes, afetam diretamente a qualidade do sono. Saiba como contornar a insônia! Matéria da Revista Galileu A pandemia de Covid-19 transformou repentinamente a vida das pessoas. O distanciamento social, medida que ajuda a achatar a curva de contágio do novo coronavírus (Sars-CoV-2), nos obrigou a reorganizar o dia a dia dentro de casa, muitas vezes aumentando o nível de estresse. Uma das consequências de tanta mudança e tensão é a insônia, que nada mais é do que a dificuldade para pegar no sono ou dormir uma noite inteira. Dados disponibilizados pelo Google com exclusividade a GALILEU mostram que abril foi o mês em que mais se buscou o termo “insônia” na plataforma. O assunto está quase sempre relacionado a quarentena e medicamentos — a pesquisa por “remédio para insônia” aumentou 130% nos mês passado. Se esse é o seu caso, tenha calma: a dificuldade para dormir pode ser normal diante desse momento de incertezas, más notícias e medo dos riscos envolvendo saúde e trabalho. Mas alguns hábitos podem ajudar a melhorar o descanso noturno — e a falta deles tende a piorá-lo. A diminuição da exposição ao sol é um desses fatores, já que ela é uma das formas de sincronizar o ritmo biológico, fazendo com que o corpo saiba qual é a hora de estar acordado e qual é a hora de dormir. “A falta de sol inibe a liberação da melatonina, hormônio que regula o sono. Sincronizada com o fim da luminosidade do dia, ela é produzida para nos preparar para o período noturno”, explica a neurologista Gisele Minhoto, professora da Escola de Medicina da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR). Assim, um dos jeitos de ajudar o corpo a combater a insônia pode ser abrir as janelas e cortinas durante o dia e se expor à luz solar pela manhã. Outra prática que não deve ser deixada de lado são as atividades físicas. Ficar parado afeta a quantidade de energia que deveria ser gasta ao longo do dia, e ficamos menos cansados quando vamos dormir. “Praticar exercícios, mesmo dentro de casa, é essencial para regular o organismo. As academias disponibilizam aplicativos fáceis para que os usuários tenham seu treino guiado”, recomenda Minhoto. Leia também no blog: Academia em casa: aplicativos para fazer exercícios durante a quarentena Outras orientações para ajudar a manter a insônia longe é comer em horários regulares, diminuir o ritmo de atividades ao cair da tarde, evitar o uso de tablets e celulares pelo menos duas horas antes de ir para a cama e fazer o possível para deitar e levantar sempre no mesmo horário. “Fazer atividades monótonas, como ler um livro ou ouvir uma música calma se não estiver conseguindo dormir, pode ajudar o sono a chegar. Entretanto, ficar pensando que é preciso dormir logo pode aumentar o estresse e afastar o sono”, ressalta a médica. Apesar de a insônia não oferecer um risco à saúde por si só, ela pode se tornar crônica e acabar afetando o corpo e a mente de outras formas. Segundo o médico Gustavo Moreira, pesquisador do Instituto do Sono, em São Paulo, não dormir bem por muito tempo pode causar cansaço, ansiedade, irritabilidade e até depressão. Preste atenção se tiver insônia mais de três vezes por semana por, ao menos, três meses consecutivos. Nesses casos, a orientação de um especialista pode ser necessária. Fonte: Revista Galileu Imagens: Freepik

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