Pesquisa revela: 46% das empresas não trabalham com indicadores de saúde

 

Uma pesquisa realizada pela Associação Brasileira de Recursos Humanos (ABRH) em parceria com a Aliança para a Saúde Populacional (Asap) revela que quase metade (46%) das empresas não trabalha com indicadores de saúde.

 

O plano de saúde é um custo alto para empresas e só fica atrás dos gastos com a folha de pagamento, respondendo, em média, por 12% dos custos fixos das empresas. O que as empresas podem fazer para diminuir esse custo?

 

O levantamento – que consultou 668 empresas entre maio e junho de 2017, representando 1,3 milhão de empregados e 3 milhões de beneficiários – foi publicado no jornal Valor Econômico. De acordo com a matéria, apenas 9% delas destacam um diretor para cuidar da gestão da saúde dos colaboradores, enquanto 36% entregam essa responsabilidade a gerentes.

 

Luiz Edmundo Rosa, presidente da Associação Brasileira de Recursos Humanos (ABRH), destaca, em entrevista ao jornal, os pontos que precisam mudar para que o plano de saúde não onere tanto as despesas das empresas. “Mudar de operadora pode reduzir os custos temporariamente, mas não resolve. É preciso investir numa estrutura de gestão profissional para estimular programas de prevenção e evitar procedimentos de alto custo que não sejam necessários”.

 

Mais dados da pesquisa:

 

– 40% das empresas entrevistadas não adotam a coparticipação dos funcionários no pagamento de consultas e exames;

– 56% não investem em alimentação saudável e 51% não têm programas de apoio a grupos de risco, como hipertensos, diabéticos e obesos.

– 55% das empresas consultadas tiveram aumento superior a 10% nos planos de assistência médica em 2016 (no caso de 14% delas, acima de 20%) e só 17% acreditam que os custos nessa área podem baixar nos próximos dois anos.

 

É neste contexto que a Nocta Seguros trabalha para ajudar as empresas a conter a sinistralidade nos planos de saúde. Com base no histórico de utilização, a consultoria desenvolve campanhas de prevenção e promoção da saúde, faz plantões para orientar sobre a melhor utilização do benefício e, desta forma, reduzir o uso inadequado do benefício.

 

Para apoiar os indicadores, o Valor também divulgou o relatório da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) sobre a atuação da rede privada de saúde no País. Os dados de 2016 revelam um exagero na solicitação de exames.

 

Segundo a reportagem, no documento, os brasileiros beneficiários dos planos de saúde realizaram, em 2016, 7 milhões de ressonâncias magnéticas e outros 7 milhões de tomografias computadorizadas, o que dá uma média de 149 exames por mil pacientes nos dois casos. Em relação a 2014, houve aumento de 25% em ressonâncias e 21% em tomografias.

 

Caso: Hospital Alemão Oswaldo Cruz

 

A matéria destaca um caso interessante, do Hospital Alemão Oswaldo Cruz, de São Paulo, que em 2010 decidiu implantar um programa de bem-estar para seus três mil funcionários.

 

Segundo Leonardo Mendonça, coordenador de saúde ocupacional e qualidade de vida do Oswaldo Cruz, o número de empregados do hospital que fazem atividade física diária aumentou 39% nos últimos oito anos, contribuindo para reduzir em 31% o total de pessoas afetadas pelo estresse, em 35% o grupo com colesterol alto e em 36% o bloco dos hipertensos.  “O custo per capita de quem aderiu aos programas de bem-estar é 35% menor do que o de quem não aderiu. Mas apenas 2% dos funcionários não aderiram”, disse ao jornal.

 

Depois de trazer esses dados tão impactantes, que tal começar a olhar para a saúde além da implantação do benefício?

 

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Falamos neste outro artigo sobre a diferença entre urgência e emergência e como é importante trabalhar a educação no uso do plano de saúde para redução da sinistralidade. Confira.

 

Fontes: Redação Nocta; Valor Econômico

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